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Para poder estuprar as vítimas, o suspeito criou uma conta falsa na rede social (Foto: Reprodução)
Para poder estuprar as vítimas, o suspeito criou uma conta falsa na rede social (Foto: Reprodução)

Português, que vendava as vítimas, cometia os abusos quando tinha 16 anos

Um português de 21 anos costumava se passar por uma amiga para poder abusar um colega na vila de Castro Verde, em Beja, Portugal. O gajo utilizava esse método para poder ficar com os crushs quando tinha 16 anos, em 2014. Agora, cinco anos depois, a peripécia lhe rendeu uma condenação a quatro anos de prisão.

Para poder estuprar as vítimas, o suspeito criou uma conta falsa no Skype em nome dessa amiga, por quem o colega estava apaixonado. Ao longo de vários meses, o suspeito, fingindo ser a jovem, convidava o rapaz para sua casa.

Ele dizia que tinha o fetiche de que o adolescente ficasse vendado, com óculos de natação, pintados de preto, e usasse algemas. Assim, a vítima foi várias vezes abusado, pensando que estava praticando "jogos sexuais" com a amiga.

Os abusos só pararam quando o suspeito foi pego ao enviar uma mensagem à vitima se passando pela amiga. Entretanto, a jovem estava ao lado do assediado e nem tinha o celular nas mãos, de acordo com o jornal português Correio da da Manhã.

Os pais da jovem tiveram conhecimento da situação e aconselharam a filha e a vítima a procurar as autoridades.

O suspeito foi condenado a pagar uma indenização de 7.500 euros, cerca de R$ 33.969,23, além de 100 euros mensais, o equivalente a R$ 452,92, ao longo de quatro anos, à vítima. A leitura do acórdão foi esta segunda-feira, no Tribunal de Beja.

Segundo a amiga, houve mais quatro vítimas do suspeito que não chegaram a apresentar queixa. Segundo ela, o rapaz chegou a drogar e a violar as vítimas.

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