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Internacional

Na Rússia, por causa do fuso horário, eleitores do extremo leste do país já estão votando nas eleições para presidente. As pesquisas indicam que o primeiro-ministro Vladimir Putin deve vencer a disputa.

O policiamento foi reforçado em Moscou para garantir o “dia do silêncio”. Na véspera das eleições presidenciais, só a imprensa internacional não está proibida de falar do assunto. A rigidez da legislação eleitoral russa é para tentar evitar manifestações como as do começo de dezembro passado, quando a oposição apontou fraude nas eleições parlamentares, vencidas pelo Partido Rússia Unida, do primeiro-ministro e candidato a presidente, Vladmir Putin.

Um dos eleitores que não concordaram com o resultado foi o estudante Andrei Gurgel, filho de pai brasileiro e mãe russa. Há sete anos, ele trocou o Rio Grande do Norte por Moscou, para estudar medicina. “As pessoas jovens, principalmente, estão cansadas desse regime que já dura 12 anos”, comenta.

Andrei explica por que é fácil fraudar eleições na Rússia. Para votar, basta ter um certificado preenchido à mão e passaporte. Se quiser, o eleitor pode votar em várias seções eleitorais, porque o sistema não é informatizado, dificultando a fiscalização. Também pode enviar o voto pelo correio. “Aqui na Rússia, a gente ainda usa cédulas eleitorais, que são um fator para a corrupção dentro do processo político”, destaca.

Vladimir Putin é o candidato mais forte entre os cinco que disputam o Kremlin, o palácio presidencial russo. Ele tem mais de 50 % das intenções de voto.

Favorito nas pesquisas, Vladimir Putin pode vencer, mas não convencer. As denúncias de fraudes botam em dúvida os resultados das urnas. Para tentar dar transparência à votação deste domingo (4), o Kremlin mandou instalar um caríssimo sistema de vídeo em todas as seções eleitorais da Rússia.

As 200 mil câmeras apontadas para as 90 mil urnas espalhadas pelo país custaram o equivalente a R$ 800 milhões. Através delas, os eleitores poderão assistir à votação pela internet. A chefe de uma zona eleitoral de Moscou acredita que o sistema dará transparência ao pleito, mas a oposição discorda.

Gary Kasparov, ex-campeão mundial de xadrez e um dos símbolos da oposição na Rússia, diz que a fraude acontece depois que as cédulas saem dos postos de votação.

Enquanto o partido Rússia Unida, de Vladimir Putin, ergue o palco para o comício da vitória na Praça Vermelha, a oposição avisa: se Putin ganhar, manifestações gigantes vão parar o país na segunda-feira (5). As informações são do G1.

 

 

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