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Geraldo Honorato

Geraldo Honorato é jornalista e morador de Camaçari há 30 anos
Geraldo Honorato é jornalista e morador de Camaçari há 30 anos

O latim deu origem a pelo menos cinco grandes idiomas: italiano, espanhol, francês, romeno e português. Um cruzeiro do sul de línguas irmãs. Filhas da mesma mãe, mas diferentes, cada uma ao seu modo, graças a ação do DNA masculino. Os “homens” responsáveis por tais descaracterizações podem ser chamados de fenômenos históricos.

Na maioria dos casos, foram invasões de outros povos, a sanha pela apropriação de riquezas e a loucura da expansão territorial. Uma coisa puxando a outra. Os romenos, por exemplo, sofreram barbaramente com a violência de Stalin, negador do comunismo na prática, que invadiu o país e, dentre outros absurdos, impôs o russo como idioma oficial.

Foi um duro processo de aculturação, desrespeitando a soberania do país que fez parte, em um passado distante, do Império Romano. Felizmente, com a desintegração das nações que formavam a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), em 1990, os “compatriotas do Conde Drácula” voltaram a falar o romeno livremente.

Nas cinco línguas filhas do latim citadas há uma enormidade de palavras semelhantes. Os significados, porém, nada têm a ver na maioria das situações. Mas é na Grécia, onde o latim não deu origem ao idioma, que há uma palavra comumente usada no Brasil que é concernente a ocasião.

Trata-se de metáfora, que em solo tupiniquim designa-se para definir um artifício usado comumente [na música, na poesia e na prosa] para ilustrar sinônimo de semelhança. Seguindo essa linha, raposa é pessoa esperta. Gata é mulher bonita. E assim sucessivamente.

Na Grécia, metáfora é simplesmente mudança. Lá, na terra de Péricles, o homem que governou democraticamente por 30 anos [vencedor de sucessivas eleições], os visitantes brasileiros brincam que é comum encontrar caminhões cheios de metáforas.

Por aqui, as boas metáforas precisam e devem aparecer cada vez mais. É uma necessidade, clamor que brota dos corações diversos, imposição para a conquista de dias melhores. À moda helênica, desejo melhores dias. Sol forte, banquetes dignos de cardeais, trabalho bom, mais felicidade do que tristeza, amor forte, boas ideias, ousadia, criatividade, compasso entre discurso e prática, senso crítico e uma boa dose de ideologia.

Que o ano de 2013 seja positivo para todos. Pax acima de tudo! A verdadeira metáfora nasce a partir de você, que é absolutamente responsável pela mudança do seu mundo. O resto é bravata para os incautos!

*O autor é jornalista e morador de Camaçari há 30 anos.

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