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Geraldo Honorato

Geraldo Honorato, jornalista
Geraldo Honorato, jornalista

Diz um teórico da comunicação chamado Paul Lazarsfeld – não exatamente com essas palavras - que, na verdade, campanha eleitoral é o intervalo entre um pleito e outro. Pensando em sintonia com ele, é redundante, porém necessário, pontuar que os três meses que antecedem o dia da votação são simplesmente a intensificação de um processo cujo início ocorre anos antes. Baseado nessa linha de raciocínio, há os que acreditam – prematuramente ou não – que a sucessão estadual de 2014 está começando a bater na porta.

Findado o primeiro turno das eleições municipais, a base aliada do governador Jaques Wagner saiu com enorme capital político-eleitoral. Das 417 prefeituras do estado, cerca de 330 ficaram sob domínio das legendas que “gravitam” em torno do Palácio de Ondina. É um número considerável, que contribui consideravelmente para que a oposição tenha extrema dificuldade na peleja a ser “protagonizada” daqui a dois anos. Esse quadro se agravará ainda mais se o PT vencer o segundo turno na capital, onde estão concentrados quase dois milhões de eleitores.

Das 12 cidades [são 13, ao todo] da Região Metropolitana de Salvador que já definiram os seus próximos alcaides, 10 consagraram políticos ligados a coalizão que sustenta a gestão do governador Jaques Wagner. Avaliando por esse prisma, um observador mais apressado afirmaria que o cavalo para a vitória em 2014 está selado.

Entretanto, política é como nuvem: instável, imprevisível e em constante movimento. Tem uma série de variáveis que precisam ser minimamente consideradas. Primeiro, é certo que aparecerão tencionamentos internos na escolhado candidato a governador da base aliada. Além do PT, PSD, PP, PDT e PSB já deram sinais claros de que pretendem disputar a indicação. Será necessário muita engenharia para evitar rusgas, traumas e eventuais “calundús”.

Não dá para simplesmente pensar que a oposição está morta, apesar de ter saído combalida da “refrega” de outubro. Por ora, resta aguardar o resultado do segundo turno em Salvador, o que pode oxigenar as futuras incursões de DEM, PSDB e PMDB e companhia limitada; ou, em caso de adversidade, ferir ainda mais gravemente as forças contrárias ao projeto estadual capitaneado pelo PT. Somente a partir daí poderemos olhar para 2014 com mais nitidez e precisão.

*O autor é jornalista

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