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Afoxé desfilou neste domingo pelas ruas do centro
Afoxé desfilou neste domingo pelas ruas do centro

Na comemoração dos 63 anos do mais antigo afoxé do país, os Filhos de Gandhy saudaram a paz neste domingo (19). Desde o início da tarde, o movimento no Centro Histórico já era intenso. Milhares de associados esperavam o começo do bloco, que é considerado, junto com a saída do Ilê Aiyê, um dos momentos mais  importantes do carnaval de Salvador. Por volta das 15h, a diretoria e os membros mais antigos do Gandhy deram início ao ritual do padê, no largo do  Pelourinho, para reverenciar Exu.

Logo em seguida, ao som dos clarinetes, o bloco subiu em direção a Av. Carlos Gomes. "Tenho 30 anos de bloco e todo ano eu choro antes mesmo de começar. É  uma emoçao muito forte ver este bloco desfilar. Nao tem nada mais bonito", diz José Amorim, 67 anos. Já para o desginer gráfico, Eduardo Reis, o principal é  estar atento aos detalhes que o afoxé traz a cada ano. "Eu gosto de apreciar a dança dos orixás, o padê, de ouvir as músicas, de curtir a energia do Gandhy,  que uma coisa única'', conta

Composto só por homens, os Filhos de Gandhy prima pela tradição. Na roupas, no perfume Alfazema, nas guias, nos turbantes e nas danças, por todos os lados, o  afoxé parece hipnotizar a multidão. "Eu estou há 40 anos acompanhando essa história. E é um amor que se renova sempre. Tanto para nós associados quanto para quem está fora da corda vendo o tapete branco", conta o portuário Edson Coutinho. Em cima do trio, além dos puxadores do bloco, Nelson Pellegrino, candidato à prefeitura de Salvador, e Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, soltaram pombos e acompanharam todo o  desfile.

O colar pelo beijo

Há quem considere excessivo o assédio. Há também quem diga que a troca do colar pelo beijo faz parte do carnaval. Polêmicas à parte, os integrantes dos  Filhos de Gandhy criam expectativas sempre que passam por qualquer um dos três circuitos do carnaval.

"A gente sabe que tem gente que desrespeita um pouco. Mas quem vai para a saída e acompanha pode brincar com tranqüilidade. Pode também trocar o colar desde que com respeito. Agora tem gente que nem aqui vem.  Vai direto para a Barra paquerando", pondera o advogado Alexandre Pita. Para o personal trainer, Lucas Falcão, há  certo exagero em acreditar que os Gandhys são os maiores 'pegadores' da folia. "Quem pretende sair ficando com todo mundo vai para os outros blocos. Aqui é outra conversa", afirma.

Com mais de seis décadas de existência e resistência, o que não falta no afoxé é o encontro de gerações. A tradição e o amor pelo bloco vai passando de pai para filho e a família inteira se envolve com o bloco. É o caso de Xavier do Prazeres, pai de Sindarta e avo de Max. "Aqui é o encontro. E nestas décadas que desfilo aqui venho afirmando meu amor pelos Filhos de Gandhy. Primeiro eu, depois meu filho e agora meu neto. São os nossos valores que estão na Avenida", finaliza.

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