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Bell Marques levou uma multidão de fãs para a Campo Grande acompanhar o Chiclete com Banana (foto/Eduardo Martins | Ag. A Tarde)
Bell Marques levou uma multidão de fãs para a Campo Grande acompanhar o Chiclete com Banana (foto/Eduardo Martins | Ag. A Tarde)

“Chicleteiro eu, chicleteira ela”. Com este refrão, Bell Marques, da banda Chiclete com Banana,  iniciou o show que guiou  uma multidão  na abertura do Carnaval no circuito Osmar (Campo Grande), na noite desta quinta, 16. Após desejar “boa sorte” aos foliões, o  líder da nação chicleteira embalou jovens,  adultos, idosos e até mulheres grávidas na descida da avenida em direção à Praça Castro Alves onde tinha um encontro marcado com a banda Oito7Nove4, formada por seus filhos Rafa e Pipo.

E o melhor é que tudo aconteceu na versão paz e amor, sem brigas, como alguns foliões temiam, por conta das músicas agitadas da banda. Chicleteiros – apelido mais utilizado para a legião de fãs do Chiclete –  se emocionaram com a volta do grupo ao Campo Grande num trio sem cordas. Segundo o presidente do Conselho Municipal do Carnaval, Fernando Bulhosa, a última vez que a banda saiu com esse formato no circuito Osmar foi em 2006.

Comoção - A emoção de ver a apresentação livre de Bell Marques e companhia  comoveu a funcionária pública da área de saúde Nilda Góes,  74 anos, que comparou a ocasião ao um outro momento muito especial em sua vida.

“Estou sentindo o mesmo frio na barriga que  tive quando fui Rainha do Carnaval do bairro do Uruguai em 1958. O amor pelo Chiclete é inexplicável”.

Foi justamente esse amor que uniu na noite desta quinta, 16, dezenas de gerações e culturas diferentes. Um grupo de argentinos, por exemplo, pela primeira vez foi conferir de perto como é acompanhar o Chiclete. "Já ouvíamos falar dessa energia, mas viver isso vai ser bem diferente”, disse o argentino Javier Zlatris.

Já para Maurício Reis, 12 anos, ir atrás do trio de uma das bandas mais consagradas do Carnaval  foi uma mistura de aventura e alegria. “Toda minha família é chicleteira. Tinha que ter esse amor também”, disse Maurício que é natural de Feira de Santana.

A tia do adolescente, Cristiana Reis, não escondia a felicidade de ver a família reunida no Carnaval  de Salvador. “Eu sempre acompanhava o Chiclete colada na corda, mas hoje (ontem) vai ser bem diferente porque o show dele é para o povão. E estar aqui  com meus sobrinhos, irmã e cunhada é mais especial ainda”, acrescentou.

Um grupo de amigos resolveu curtir a festa com camisa padronizada e tudo. Além de moradores de Salvador, veio gente do Espírito Santo para a folia em conjunto, como Shelley Lucy Rodrigues. Há três anos ela vem à capital da Bahia para curtir a banda. 
“Sempre saímos nos blocos pagos, mas essa ideia de sair sem cordas, além de ter sido ótima para a alegria da galera, para nós significa mais um dia de Chiclete”, disse.

Tranquilidade - A saída da banda Chiclete com Banana sem cordas reforçou a vontade dos foliões de ver o circuito Osmar voltar a ocupar a sua posição de principal circuito da folia. “Esta ideia foi genial. Outros artistas deveriam fazer o mesmo, afinal de contas o Carnaval começou aqui, no Campo Grande”, avaliou a professora Cristiana Reis.

A mesma opinião tem  o oficial de justiça e chicleteiro de carteirinha, Mário Botelho, 28 anos. “Essa iniciativa de trios sem cordas no Campo Grande é fantástica. As pessoas que não têm condições de pagar os abadás desses grandes blocos precisam dessa alegria. Isso é ótimo para a proposta de revitalização do circuito”, destacou Botelho.

“A população soteropolitana estava precisando desse presente. Acredito também que quando os artistas fazem isso estão dizendo que respeitam o público baiano” analisou a assistente de serviços gerais, Kátia Maria da Silva.

O que se viu na quinta no Campo Grande, na avaliação dos foliões, é esperança para uma maior democratização do Carnaval de Salvador. “Que isso vire uma tradição. Que possamos curtir a festa e os artistas sem ter que pagar valores caríssimos para uma festa que é na rua”, torce o folião Vanilton Castro Lima.

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