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  Como conversar com as crianças que não tem pais presentes? (Foto: Reprodução)
Como conversar com as crianças que não tem pais presentes? (Foto: Reprodução)

O Dia dos Pais está chegando e não tem jeito, é difícil fugir da "enxurrada" de informações sobre a data. Mas e quem não tem, como fica? Confira dicas de como ajudar as crianças que não possuem uma figura paterna a passar pela data

À medida em que a data se aproxima, maior é a enxurrada de informações sobre o assunto. Na TV e na internet, a publicidade se volta para as opções de presentes para o Dia dos Pais; na escola, os professores incentivam a confecção de lembrancinhas e até apresentações para homenagear a figura paterna. Mas e quem não tem um pai?

Independentemente da razão, nem todas as crianças possuem um. O que, muitas vezes, acaba gerando sentimentos negativos, como a frustração. É por isso que os adultos precisam estar atentos. Para ajudar a lidar com a situação, reunimos cinco dicas da especialista em cuidados infantis e assessora familiar, Mariana Zanotto.

1. Um "pai" para a data
É muito doloroso e desafiador para uma criança compreender que pelo fato de não ter um pai presente, ela será escanteada das festividades. Flexibilidade é essencial para incluir todo tipo de família. Proponha à criança a celebração de outras pessoas que fazem esse papel na vida da criança: seja a mãe, uma avó, o avô, a tia, o tio... Deixei ela escolher quem realmente gostaria de incluir nessa comemoração.

2. Bate papo sobre diversidade
Use a data como pretexto para falar sobre a diversidade nas estruturas familiares. Explique que um pai não necessariamente precisa ter o mesmo sangue e que nem todas as famílias são formadas da mesma maneira: algumas crianças são adotadas, outras criadas por familiares devido ao abano ou porque perderam o pai. E todas essas distinções são normais.

3. Estimule a criança a falar
Os adultos sempre têm as respostas prontas, porém, isso desmotiva a verbalização da criança. Precisamos aprender a escutar sem a ansiedade de resolver prontamente os problemas. Por isso, escute e se faça presente. Quando demonstramos interesse sobre o desconforto da criança, o acolhimento acontece naturalmente.

4. Dê explicações adequadas à idade da criança

Na tentativa de abordar certas situações, muitas vezes, os adultos dão respostas que nem sempre a criança está pronta para receber. Diante de alguma dúvida sobre o que deve ser dito, devolva a pergunta para a criança e permita que ela chegue às suas próprias conclusões. Isso dará uma visão melhor sobre o entendimento dela. Assim, será mais fácil formular as perguntas.

5. Respeite a individualidade de cada criança

Cada indivíduo lida com suas emoções de uma maneira diferente. Dependendo do relacionamento que a criança tem ou teve com a figura paterna, não é incomum ela apresentar crises de comportamento nessas datas. Por isso, esteja atento a possíveis mudanças de conduta durante esse período. Esteja pronto para amparar de forma segura e acolhedora, pois, certamente ela precisará de amparo.

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