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Na publicação do ano passado, a instituição ficou entre as posições 801 a 980 (Foto: Margarida Neide | Ag. A TARDE)
Na publicação do ano passado, a instituição ficou entre as posições 801 a 980 (Foto: Margarida Neide | Ag. A TARDE)

A Universidade Federal da Bahia (Ufba) saiu do ranking das mil melhores universidades do mundo realizado pela publicação britânica Times Higher Education. O estudo, divulgado nesta terça-feira, 5, é referente ao biênio 2017-2018. Na publicação do ano passado, no entanto, a Ufba ficou entre as posições 801 a 980. Após as 200 primeiras, o ranking não divulga uma colocação específica.

Atualmente, de acordo com a pesquisa da Times, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lideram entre as instituições brasileiras, ocupando as posições 251-300 e 401-500, respectivamente.

Qualidade no ensino, pesquisa, produção de conhecimento e reputação internacional foram os critérios analisados pela pesquisa.

Cortes

Quanto à exclusão da Ufba no ranking, a presidente do Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior da Bahia (Apub), Luciene Fernandes, acredita que o corte de investimento federal vem limitando a produção de pesquisas acadêmicas.

“Soma-se a isso a proposta de limite de gastos públicos por 20 anos, aprovado pelo governo Temer. Como a universidade vai fazer um planejamento de longo prazo?”, indagou a sindicalista.

Cético em relação à credibilidade metodológica da pesquisa realizada pela Times, mas crítico ao momento político-econômico do país, o professor da Ufba Nelson Pretto acredita que a universidade expandiu-se de forma desordenada.

“A expansão foi boa, pois dá acesso a uma diversidade de alunos, porém falta sincronizar com investimentos em pesquisa, ensino e infraestrutura”, argumentou o docente, que também criticou propostas de terceirização da pesquisa acadêmica.

Doutorando em educação, Otávio Aranha presencia as limitações econômicas da Ufba. “Há problemas com o pagamento de bolsas e financiamento de projetos da pós-graduação”.

Otávio acredita que a contenção de gastos limita o contato com acadêmicos de outras universidades. “Para alguns temas, seria interessante convidar um professor de outro estado ou de país diferente, mas não há orçamento”, disse o estudante. O intercâmbio com professores de instituições estrangeiras é pré-requisito para boa colocação no ranking da pesquisa da Times Higher Education.

Procurada por A TARDE, a assessoria de comunicação da Ufba respondeu que não se pronunciará sobre o resultado do estudo. A Fundação de Amparo à Pesquisa e à Extensão (Fapex), que apoia projetos da Ufba, também não se pronunciou sobre o assunto.

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