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Estudantes debatem temas internacionais em simulação de conferência da ONU (Foto: Correio da Bahia)
Estudantes debatem temas internacionais em simulação de conferência da ONU (Foto: Correio da Bahia)

Diplomatas de vários países, diretores e até o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) vieram parar na Bahia. Mais especificamente, no Hotel Iberostar, na Praia do Forte. É claro que essas autoridades não vieram pessoalmente, mas foram incorporadas por versões, digamos, mais jovens.

Trezentos dos mais brilhantes alunos do ensino médio e 15 colégios internacionais de todo o país e da Argentina - a Escola Pan Americana da Bahia incluída - estão reunidos até o próximo domingo na 10ª Conferência Anual da Bramun, um evento onde simulam as atividades das Nações Unidas.

Divididos em versões das comissões da organização internacional, como o Conselho de Segurança, o Conselho sobre Drogas e Crime, o Comitê Político, o Conselho de Direitos Humanos e o Comitê Econômico e Social, os jovens debatem temas internacionais como a crise da Síria, a prevenção à Aids, a energia nuclear e a promoção dos direitos dos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (LGBTs).

Vindos de escolas de outros estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, além do Distrito Federal e da Argentina, e com origem familiar em vários países, os jovens exercitam faculdades como a oratória, o trabalho em grupo e a obtenção de consenso, sob a orientação de professores. "Eles ainda exercitam o inglês, já que todo o evento ocorre nesse idioma, e têm contato com outras culturas quando estudam os temas", relata a professora de História e Ciência Política, Janelle Garrett, da Escola Pan Americana da Bahia, que auxilia os jovens no evento.

O estudante João Pedro Dreschler,  17 anos, da Escola Pan Americana de Porto Alegre, pretende ser diplomata ou trabalhar numa organização internacional no futuro e comemora o aprendizado na conferência. "O aluno que participa de um encontro como esse vai aplicar muito disso na vida profissional". Por sua vez, o jovem Alan Golombek, da St. Pauls Escola Britânica de São Paulo, que assumiu o papel de secretário-geral da ONU na simulação, tem na ponta da língua o que aprendeu de mais relevante: "Saber que a minha voz é importante". Já o colombiano Andres Orduz, da Lincoln School, de Buenos Aires, assumiu o papel de presidente do Comitê Econômico e Social na Bramun e ressaltou que  evento o levou a criar interesse por política e a perder o medo de falar em público. "É uma experiência muito boa, que eu adoro".

Presidente do Conselho de Segurança no encontro, a aluna da escola Pan Americana da Bahia Jéssica Leão,  18 anos,  resume: "Aprendemos a ser cidadãos do mundo. Afinal, o mundo é muito mais do que as pequenas coisas que discutimos na mesa de jantar".

Morador de Brasília e filho de libaneses, o jovem Amer Nasr, 16, é delegado da Síria na simulação e ressalta a importância de aprender a ponderar suas opiniões com as de outras culturas. "Só pela versão da mídia, eu considerava o presidente Bashar al-Assad, da Síria, era um ditador cruel que mata a população, mas ao estudar o assunto, vi que a questão é bem mais complexa".

 

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