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Brasil sediou entre os dias 5 e 6, o 3º Congresso Internacional de Biomassa (Cibio 2018) (Foto: Reprodução)
Brasil sediou entre os dias 5 e 6, o 3º Congresso Internacional de Biomassa (Cibio 2018) (Foto: Reprodução)

Pesquisador do Grupo de Inteligência Territorial e Estratégica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Rocha foi um dos palestrantes do evento e aponta a grande dependência do mundo quanto a combustíveis fósseis: notoriamente o petróleo, o gás natural e o carvão mineral, que além de sujeitos a variações de preços, também sofrem impactos de ordem política, já que as maiores reservas do mundo se concentram em países árabes instáveis.

O especialista cita, portanto, grande vantagem competitiva do Brasil ao investir no potencial energético do etanol, do biogás e do biodiesel, por exemplo, por serem "neutros na emissão de carbono e preservarem a qualidade do clima".

"As convenções climáticas anuais têm sinalizado que o uso gradativo de biocombustível ajuda a minimizar problemas que impactam de forma prática a vida das pessoas, como a diminuição de produtividade da agricultura, das ondas de calor, tsunami, erupções vulcânicas, terremotos, etc. Tudo isso pode ser minimizado se a população mundial passar a usar mais biocombustível", avalia José Dílcio.

"O Brasil é um grande produtor agrícola, tem um programa de etanol combustível desde os anos de 1970, o de biodiesel desde 2004 e agora estamos com novos programas de biogás, de geração de bioeletrecidade à partir da biomassa de florestas… Ou seja, temos todas as condições para ampliar o uso de energias renováveis e ainda exportar, ajudando outros países a atingirem as metas climáticas [previstas no Acordo de Paris].

Porém, para o pesquisador, o investimento na área ainda é o grande gargalo para a produção em quantidade de bioenergia no país. Dílcio diz que produtores-chave do setor, tanto no Brasil quanto no exterior, aguardam a definição do cenário político antes de voltarem a apostar no potencial brasileiro.


"A instabilidade política tem desviado muita atenção dos investidores. Eles esperam que passe as eleições, definir o quadro político do ano que vem para fazer novos investimentos. Não é por falta de tecnologia nem de matéria-prima, tá faltando apenas os  setores privado e público fazerem parcerias para impulsionar o setor na medida que precisamos".

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