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Economia

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com alta de 0,19%, ante um avanço de 0,24% registrado em julho, informou na manhã desta quarta-feira, 6, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou abaixo do piso intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo "Projeções Broadcast", que previam uma alta entre 0,22% e 0,47%, com mediana positiva de 0,32%.

A inflação de 0,19% em agosto fez a taxa acumulada em 12 meses recuar para o menor patamar desde fevereiro de 1999. A taxa também foi a mais baixa para meses de agosto desde 2010, quando esteve em 0,04%. Em agosto de 2016, o IPCA tinha sido de 0,44%. Como resultado, a taxa acumulada em 12 meses diminuiu de 2,71% em julho para 2,46% em agosto, abaixo da meta estipulada pelo governo.

A taxa acumulada no ano de 2017, de 1,62%, é a mais baixa para o período de janeiro a agosto da série histórica do IPCA iniciada na implementação do Plano Real, em 1994.

Grupos

As famílias brasileiras voltaram a gastar menos com alimentação em agosto, pelo quarto mês consecutivo. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma queda de 0,47% em agosto para um recuo de 1,07% no último mês, segundo os dados do IPCA. 

"Nesse ano, alimentação tem ajudado bastante a arrefecer a inflação", declarou Fernando Gonçalves, gerente na Coordenação de Índices de Preços do IBGE. 

Segundo o instituto, as reduções de preços ainda são resultado da safra recorde de grãos esperada para este ano no País. O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, deu uma contribuição de -0,27 ponto porcentual para o IPCA de 0,19% de agosto. O recuo foi suficiente para anular o aumento de 1,53% nas despesas com transportes, que resultou em pressão positiva de 0,27 ponto porcentual na inflação do mês. "Não fosse o aumento em transportes o IPCA poderia ter ficado menor", ressaltou Gonçalves. 

Os alimentos para consumo em casa ficaram 1,84% mais baratos. Os destaques foram feijão carioca (-14,86%), tomate (-13,85%), açúcar cristal (-5,90%), leite longa vida (-4,26%), frutas (-2,57%) e carnes (-1,75%). 

Já a alimentação consumida fora de casa subiu 0,35% em agosto. Com exceção das regiões metropolitanas de Belém (-0,79%) e de Curitiba (-0,54%), as demais tiveram variações positivas, que foram desde um aumento de 0,03% em Belo Horizonte a um avanço de 2,49% em Salvador.

 

 
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