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Economia

Em abril, a produção industrial da Bahia, descontados os efeitos sazonais, caiu 0,7% frente a março, após dois meses de taxas positivas consecutivas, período em que acumulou ganho de 5,4%.

 

Com esse resultado, a Bahia ficou entre as 8 regiões, das 14 pesquisadas, que tiveram queda da produção industrial em abril, indo no sentido contrário à indústria nacional, que registrou aumento de 0,6% no mês. Entretanto, a queda da produção baiana (-0,7%) foi a segunda menor, pior apenas do que a de São Paulo (-0,1%).

Por outro lado, seguindo a tendência do Brasil (0,6%), cinco regiões apresentaram aumentos na produção industrial, sendo o mais acentuado deles verificado em Santa Catarina (1,2%).

Frente a abril de 2016, a produção industrial baiana manteve-se em queda (-8,0%), com o segundo pior desempenho, melhor apenas que São Paulo (-8,1%), e abaixo também que a média nacional (-4,5%).

Nessa comparação, a Bahia foi uma das 12 regiões com recuo. A produção industrial do estado vem caindo, nesse tipo de confronto, há 14 meses seguidos, desde março de 2016 (-7,4%), e o ritmo de queda voltou a acelerar em abril, após reduções verificadas desde fevereiro – em março, a queda havia sido de -4,1%.

No acumulado de janeiro a abril, a Bahia (-8,2%) se mantém com o maior recuo na produção industrial, dentre as regiões pesquisadas, praticamente repetindo a queda de março (-8,3%) e com um resultado muito pior que o nacional (-0,7%). Nessa comparação, a produção industrial teve resultados negativos em 6 das 15 regiões investigadas.

Considerando-se os 12 meses encerrados em abril, a indústria baiana acumula queda de –8,4%, a segunda mais intensa dentre as regiões, acima apenas da verificada no Espírito Santo (-11,2%), e bem mais profunda que o recuo nacional (-3,6%). Além disso, nessa comparação, o ritmo de queda na produção industrial na Bahia acelerou  frente aos 12 meses encerrados em março (-7,8%).

Metalurgia e produção de coque e derivados de petróleo continuam puxando queda da indústria baiana

Na comparação abril de 2017/abril de 2016, o recuo de 8,0% no setor industrial da Bahia foi resultado do desempenho negativo de 9 das 12 atividades pesquisadas. As influências negativas mais importantes vieram dos setores de metalurgia (-48,3%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-11,9%).

No estado, a atividade de metalurgia vem em quedas sucessivas desde agosto de 2016, e a fabricação de coque e derivados de petróleo cai seguidamente desde março de 2016 – sempre na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Em abril, vale citar ainda os recuos vindos das indústrias extrativas (-9,2%), de produtos alimentícios (-4,9%) e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-85,5%).

Por outro lado, a produção de veículos, com crescimento de 15,6%, se manteve como o principal impacto positivo na produção industrial baiana – o que já havia ocorrido em março. Também aumentaram as produções de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (9,5%) e de celulose e papel (1,3%).

No acumulado no ano de 2017 (-8,2%), 7 das 12 atividades industriais pesquisadas na Bahia apresentaram queda, com destaque também para os recuos nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-16,4%) e de metalurgia (-40,7%).

 
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