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Economia

Os efeitos da delação do dono da JBS caíram como uma avalanche na economia brasileira ontem e, ao longo do dia, provocaram uma verdadeira bola de neve. A notícia de que o empresário Joesley Batista gravou o presidente da República, Michel Temer, dando aval para comprar silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, causou instabilidade suficiente para provocar a maior queda diária da Bovespa em quase nove anos.

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa, caiu 8,8%, a 61.597 pontos, após os negócios serem congelados por 30 minutos pela manhã, com o mercado reagindo à turbulência política iniciada na véspera. A queda de ontem foi a maior desde 22 de outubro de 2008, quando a Bolsa caiu 10,18%, reagindo à tempestade financeira internacional.

Foi também o menor patamar desde janeiro deste ano, quase anulando os ganhos obtidos no acumulado do ano. Somente ontem, a Bovespa perdeu R$ 219 bilhões em valor de mercado.

CIRCUIT BREAKER
Logo no início dos negócios ontem, uma onda de operações de zeragem de posições levou o Índice Bovespa a cair até 10,70%, levando à interrupção das operações, também conhecida como circuit breaker. O site da Bovespa também saiu do ar.

O circuit breaker é um mecanismo de controle da variação dos índices para evitar movimentos muito bruscos nos mercados. No caso das negociações da Bovespa, quando as cotações caem mais do que 10% em relação ao fechamento do pregão interior, as negociações são interrompidas.

Os negócios são então paralisados por 30 minutos e retomados em seguida. Depois da retomada do pregão, se a queda persistir, os negócios são novamente interrompidos quando a baixa chega a 15%. Neste caso, a paralisação é de uma hora.

Com a parada realizada ontem, o circuit breaker foi acionado por 17 vezes na história da Bolsa de Valores brasileira, reagindo a fortes turbulências causadas pelo cenário internacional e pelas decisões políticas brasileiras.

CÂMBIO
O dólar teve ontem a maior alta em mais de 18 anos. Foi a terceira maior alta da história ante o real, perdendo apenas para os dois episódios registrados durante a maxidesvalorização vista em janeiro de 1999, quando o Brasil abandonou o regime de bandas cambiais. A moeda americana abriu com alta superior a 5%, cotada a R$ 3,315. Por volta de 11h, intensificou a valorização e passou a ser cotada a R$ 3,409. Anteontem, o dólar tinha fechado o dia cotado a R$ 3,13.

Às 14h28, o dólar comercial subia 7,08%, para R$ 3,356. O dólar à vista tinha alta de 8,68%, para R$ 3,373. A moeda americana fechou o dia cotada em R$ 3,3868.

O dólar para turismo chegou a ser vendido acima de R$ 4. Algumas casas de câmbio interromperam a venda de moedas pela manhã, enquanto outras colocaram os preços nas alturas, por causa da falta de parâmetros para as cotações em dia de turbulência do mercado.

AS MAIORES PERDAS
As ações de empresas estatais, que refletem em grande parte o risco político, se destacaram em queda. A Petrobras lidera a lista das empresas que mais perderam valor de mercado ontem, com R$ 27,4 bilhões, segundo levantamento da Economatica. Em seguida, as maiores perdas foram do Itaú Unibanco (perda de R$ 26,6 bilhões), Bradesco (R$ 24,4 bilhões) e Banco do Brasil (R$ 18,7 bilhões). A JBS aparece na 14ª posição na lista das maiores perdas, com desvalorização de R$ 2,5 bilhões.

Os papéis da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) chegaram a cair 41% na abertura da Bolsa, após a prisão do ex-diretor da empresa Frederico Pacheco de Medeiros, que teve seu nome citado como receptor de malas de dinheiro da JBS a pedido do senador Aécio Neves (PSDB). Ao final do pregão, segundo a Economatica, a empresa perdeu R$ 2,2 bilhões em valor de mercado.

Na outra ponta, as ações de empresas exportadoras tinham alta como consequência da forte alta do dólar em relação ao real. Fibria, Suzano, Embraer, Klabin e Vale foram as que tiveram maiores ganhos ontem. Fibria (+11,48%) e Suzano (+9,86%) foram as principais altas do Ibovespa. Vale ON e PNA subiram 0,07% e 0,39%, respectivamente, também refletindo a alta do dólar.

Fora do Brasil, as ações de empresas europeias com exposição ao Brasil, incluindo o grupo varejista francês Casino e as operadoras Telefónica e Telecom Italia, caíram acentuadamente ontem, reagindo às denúncias.

 

 
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