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Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras (Foto: upstreamonline)
Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras (Foto: upstreamonline)

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, ainda vê "uma certa folga" no caixa da empresa que permite manter os preços da gasolina e do diesel sem reajuste. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo publicada ontem, ela admite, contudo, que a folga não é "muito elástica".

Para ela, se o preço do barril de petróleo seguir no atual patamar de US$ 120, o que é previsto por alguns analistas, será indispensável fazer um reajuste nos combustíveis. A executiva considera que o barril pode até bater em US$ 130 antes de recuar.

A nova comandante da Petrobras evita, porém, dizer quando exatamente deve ocorrer esse aumento, reivindicado pela área técnica da empresa, mas por enquanto negado pelo principal controlador da estatal, o governo federal, que teme pressões sobre a inflação neste ano.

"Eu não quero antecipar prazo, se é daqui a três, daqui a um mês", disse Graça Foster. Para alguns economistas, o governo dificilmente conseguirá evitar uma alta. O reajuste  pode chegar a 10% nos preços da gasolina e do óleo diesel. Isso significa um impacto de 0,40 ponto percentual no IPCA, o índice oficial de inflação do país.

Por isso, a Tendências estima um IPCA de 5,5% para este ano, novamente acima da meta de 4,5% definida pelo governo. É um cenário distinto do elaborado pelo Banco Central, que até então trabalhava com reajuste zero para os preços da gasolina e do gás de botijão para 2012.

 

 

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