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Cozinheira de 87 anos, que é hoje a vovó mais querida da TV, analisa o relacionamento abusivo que viveu e mostra como o talento na cozinha a salvou (Foto: Reprodução)
Cozinheira de 87 anos, que é hoje a vovó mais querida da TV, analisa o relacionamento abusivo que viveu e mostra como o talento na cozinha a salvou (Foto: Reprodução)

No fim dos anos 80, Palmirinha contou no programa de Silvia Poppovic que sofreu com um casamento abusivo, que incluía agressões físicas

Anos atrás, o dito popular “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” era seguido à risca. Palmirinha, ao sentir seu casamento azedar, decidiu então entornar o caldo sozinha. Mãe de três filhas, a cozinheira de 87 anos — que é hoje a vovó mais querida da TV — analisa o relacionamento abusivo que viveu e mostra como o talento na cozinha a salvou. É este trabalho que a coloca como dona de dois restaurantes, figurinha carimbada em comerciais do ramo alimentício ao de plataformas de streaming, participante do programa “Chef ao pé do ouvido”, no ar no GNT, e de canais no YouTube.

— Minha velhice é muito feliz, e não vou parar tão cedo! — avisa ela.

Prestes a completar 88 anos, em junho, a culinarista cheia de gás tem propósitos:

— Vou abrir outro café! Minha motivação é continuar por aí e mostrar para as pessoas que, para fazer o que se quer, tem que lutar.

No fim dos anos 80, Palmirinha contou no programa de Silvia Poppovic que sofreu com um casamento abusivo, que incluía agressões físicas. Cozinhar para fora a ajudou a cuidar das três filhas e a alcançar independência após a separação. Ciente de que até hoje mulheres passam por dificuldades semelhantes, ela aconselha:

— Eu acho que as que enfrentam o que vivi têm que buscar uma nova realidade. Se a união não estiver dando certo mesmo, separa! Não fica sofrendo. Divorcia e procura outra coisa melhor. Não é um bom caminho sofrer isso por 20 anos, como eu. Fiz porque sou descendente de italiano. Para a família, a mulher que se separava era vista como alguém que não prestava, tinha má-fama. Por tempos, tive que aguentar.

As filhas Tânia, Sandra e Nancy estão criadas, deram netos e bisnetos e hoje veem na mãe um exemplo.

— Toda minha luta foi por elas, minhas filhas. Aguentei tudo aquilo até elas poderem casar e ter a própria vida. Na minha época, mulher separada não era bem vista. Por isso, eu não queria que minhas filhas tivessem o mesmo destino. E não tiveram! Meus genros são ótimos — garante.

Dentro de casa, a vovó se diverte com uma das herdeiras que gosta de imitá-la:

— Minha bisneta mais velha, Olívia, tem 10 anos e adora cozinha. Quando vai preparar algo, imita: “Um momentinho que vou dar um recadinho e já volto”, igual a como eu fazia na TV Gazeta (risos). Quando termina o bolo, ela põe a mão na cintura e pergunta: “Gostaram?” — gargalha Palmirinha.

A apresentadora concede a entrevista ao telefone quase sempre aos risos. O astral ainda é reflexo do encontro que teve dias antes desta entrevista com a amiga Ana Maria Braga, no “Mais você”.

— Quando nos conhecemos, a tive como uma filha. E o carinho que ela tinha comigo também era de família. Tudo o que aprendi a fazer na TV ela que me ensinou. A emoção foi tão grande (no encontro recente) que, se eu morresse ali, ia embora felicíssima — exagera a fofa apresentadora.

No dia a dia, esse bem-estar de Palmirinha também é resultado de visitas à geriatra:

— Se fico um pouco nervosa, ela me atende. Também me receita vitaminas, fisioterapia...

Essa vitalidade já levou a paulista a outros prazeres. Anos atrás, ela frequentava bailes da terceira idade.

— Quando mais nova, a única coisa que eu fazia era ir ao Baile da Saudade (nome de festas de dança de salão em São Paulo). Quando a quantidade de freguesas aumentou, faltou tempo — justifica ela, lembrando o tempo em que cozinhava para fora.

A vovó conta que alguns homens ousaram paquerá-la, mas sem sucesso:

— Eu sempre disse: “Não, muito obrigada. Estou bem sozinha”.

O tempo hoje é só para parentes e para prazeres até entre amigos famosos. De vez em quando, Palmirinha cede aos convites de colegas de profissão,visita seus restaurantes, e ama as comidas inovadoras, como churrascos cheios de ervas e a cozinha contemporânea, com fumaças e espumas.

— No Rio, vou ao restaurante do Claude (Troisgrois) e ao do Felipe Bronze. A gente bate papo, brinca... O problema é que eles nunca me cobram nada, aí eu fico muito sem graça — confidencia ela, com seu sotaque ítalo-paulistano, complementando: — Eu recebo carinho dos amigos da cozinha e fico muito contente. Vocês da imprensa também. É uma delícia vocês nunca terem me abandonado!

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