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Em 30 de junho de 1908, meteoro se chocou contra região de mata da Sibéria - maior impacto sobre o planeta da história recente (Foto: Divulgação | NASA)
Em 30 de junho de 1908, meteoro se chocou contra região de mata da Sibéria - maior impacto sobre o planeta da história recente (Foto: Divulgação | NASA)

Há 66 milhões de anos, um asteroide caiu sobre a Terra e levou os dinossauros à extinção -- e essa é uma história conhecida. O que pouca gente sabe, no entanto, é que esse não foi o primeiro, nem o último asteroide a chocar-se contra o nosso planeta. Neste mês, por exemplo, o maior impacto de asteroide da história recente completa 110 anos.

Em 30 de junho de 1908, os arredores do rio Tunguska, na região russa da Sibéria, recebeu a visita (nada grata) de um asteroide de cerca de cem metros de extensão. Antes mesmo de chegar ao solo, a cinco quilômetros do chão, a rocha espacial explodiu e devastou uma área de mais de 2.000 quilômetros quadrados - uma área maior do que a da cidade de São Paulo (1.521 quilômetros quadrados).

Um clarão muito parecido com o sol tomou conta do céu e pôde ser visto por moradores de regiões vizinhas, que também relataram um grande ruído. "A explosão foi tão intensa que pode ser detectada por sismógrafos na Ásia e na Europa com intensidade similar à de um terremoto de cinco graus de magnitude", conta o astrofísico Gustavo Rojas, professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Não há registro de mortos ou feridos, até por que a explosão atingiu uma área de mata, extremamente isolada. Mas todas as árvores do local foram derrubadas, formando um grande círculo com as copas voltadas para o lado de fora. Os animais que ali viviam possivelmente também foram devastados pela explosão. "Como tudo ocorreu paralelamente a Primeira Guerra Mundial, a expedição só chegou ao local em 1927", diz Rojas.

Segundo ele, a energia liberada pelo asteroide foi de pelo menos dez megatons, potência similar à de uma bomba nuclear. "Caso a região fosse povoada, seria uma catástrofe", afirma Rojas. No local, não foi encontrada nenhuma cratera e nem mesmo fragmentos do asteroide, o que levou muitos a duvidarem da explosão, que hoje é consenso na comunidade científica.

Eventos raros, mas não impossíveis

Segundo o professor, eventos como o de Tunguska são raros. "Acontecem uma ou duas vezes por milênio, mas não são impossíveis de se repetir", afirma o astrofísico. As agências espaciais têm investido cada vez mais para mapear e controlar as ameaças ao Planeta Terra representadas pelos numerosos corpos rochosos que vagam pelo espaço.

Estima-se que exista ao menos um milhão de asteroides no Sistema Solar com potencial de atingir a Terra. "Ainda estamos muito longe de conseguir mapear e monitorar todos. A prioridade está na identificação daqueles com mais de 200 metros, já que têm potencial de dano aumentado. Atualmente, dez mil deles estão sendo acompanhados", aponta Rojas.

Além dos asteroides, os especialistas devem ficar atentos aos lixos espaciais. Segundo um estudo divulgado pela ESA, há 750 mil partículas de dejetos em órbita --de objetos de 1 cm a satélites inteiros. "Há martelos, parafusos e até câmara fotográfica", cita Rojas, ao recordar o caso do astronauta que perdeu o equipamento durante uma missão. "Com o aumento da exploração espacial, esse lixo tende a aumentar."

A mais recente ameaça ao planeta foi a estação espacial chinesa Tiangong-1, de dez metros de comprimento e massa de 8,5 toneladas. Descontrolada, a estação voltou à Terra em abril deste ano, sem causar danos. Ela se desintegrou ao reingressar na atmosfera, sobre uma região remota do Pacifico Sul, próxima ao ponto popularmente conhecido como "cemitério espacial".

O último fenômeno do tipo a causar danos na Terra foi o meteoro Cheliabinsk, um meteoroide de cerca de 10 mil toneladas e 17 metros de diâmetro que adentrou a atmosfera terrestre sobre a Rússia em 15 de fevereiro de 2013. Ele provocou a destruição de janelas e chegou a deixar cerca de 1.200 pessoas feridas.

 

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