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Praia de Jauá, em Camaçari (Foto: Reprodução | Portal Abrantes)
Praia de Jauá, em Camaçari (Foto: Reprodução | Portal Abrantes)

Apesar do contínuo aumento de novos infectados e óbitos por Covid-19 em Camaçari, e do número limitado de leitos de internação que a cidade dispõe - apenas 10 mantidos pela prefeitura - a gestão municipal continua falhando miseravelmente na tarefa de evitar aglomerações e, consequentemente, alta do contágio pelo vírus.

Jauá e Arembepe, as primeiras praias da orla camaçariense são tristes exemplos dessa realidade: desde a tarde do dia 31 até este domingo (03) o fluxo de pessoas nas duas localidades é intenso. Na contramão, o uso de máscaras de proteção ou a manutenção de distanciamento social são relegados aos momentos estritamente obrigatórios, como entrar em ônibus e lojas.

Nas duas localidades, não foi avistada a força tarefa da prefeitura, iniciada pouco antes da virada do ano justamente com a função de coibir esses comportamentos. A Polícia Militar, embora transite normalmente pelas ruas dos bairros, não está atuando no sentido de manter as medidas preventivas de saúde.

Ruas, praias e lojas

Moradores das duas localidades, que buscam manter as medidas de prevenção, estão assustados com o movimento inapropriado. Em Jauá, andar pelas ruas se tornou altamente inseguro: centenas de pessoas vão e vêm em direção às praias, rindo, despreocupadas e sem máscaras.

Na praia, a aglomeração segue livre e desimpedida. No final da tarde, o ponto de aglomeração deixa de ser a beira do mar e passa a ser os pontos de ônibus, denunciando que os responsáveis pela perturbação da ordem não são moradores locais.

Em Arembepe, a situação é semelhante. Na virada de ano, a Praça das Amendoieiras e a Praça dos Coqueiros estavam lotadas de carros e pessoas. Não houve desta promovida pelo poder público, nem fiscalização, já que transeuntes fizeram sua própria festa livremente.

"Na sexta-feita (1º) pela manhã eu fui na padaria comprar pão e, ao chegar lá, desisti: estava lotada. As ruas também. Tinha muita gente e não se vê a fiscalização da prefeitura", revelou ao Camaçari Fatos e Fotos (CFF) um morador local que preferiu não ser identificado. "Eu conheço muita gente aqui e esse pessoal nas ruas não é morador", completou.

A fala foi reforçada em mensagem enviada ao CFF por outra moradora de Arembepe. "Só hoje a fila de carros para entrar em Arembepe estava no radar, em frente ao Batalhão de Polícia. Aqui teve queima de fogos. Está uma loucura de tanta gente, os mercados lotados.", denuncia ela.

Ficam duas perguntas no ar: onde está a força-tarefa da prefeitura e até quando vai durar a inércia - para não dizer descaso - do poder público com a saúde da população residente na orla de Camaçari?

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