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Lucilene tinha deixado Santo Amaro para fugir de relacionamento abusivo; novo companheiro matou ela e o sobrinho (Foto: Reprodução)
Lucilene tinha deixado Santo Amaro para fugir de relacionamento abusivo; novo companheiro matou ela e o sobrinho (Foto: Reprodução)

Ela e companheiro, apontado como autor, brigaram em festa no domingo; corpos das vítimas foram encontrados em casa nessa terça

As sandálias de uma criança deixadas na mesma posição na entrada da casa e a televisão ligada por dois dias seguidos foram os indícios de que algo de errado havia acontecido com quem estava no imóvel, situado na Rua das Bromélias, em Camaçari.

Desconfiados, vizinhos acionaram a polícia que, por sua vez, arrombou a porta e se deparou com uma cena de terror: os corpos de tia e sobrinho estavam lado a lado na cozinha em uma poça de sangue.

A vendedora Lucilene Oliveira da Silva, 38 anos, e o sobrinho dela, Leonardo Machado Santana, 11, foram mortos a facadas na noite do último domingo (19), mas os corpos só foram encontrados na manhã dessa terça-feira (21).

Em nota, a Polícia Civil informou que a 26ª Delegacia (Abrantes) investiga o feminicídio de Lucilene e o homicídio do sobrinho dela. A autoria é atribuída ao companheiro da mulher, que foi preso no início da tarde desta quarta-feira (22).

O homem, que não teve o nome divulgado, estava escondido deste a noite de terça na Aldeia da Pitanga, localidade de Distrito das Pedras, em Santo Amaro. "Ontem (terça), as guarnições chegaram a avistá-lo, mas ele conseguiu fugir. A PM manteve o cerco e no início da tarde localizaram o criminoso, que foi encaminhado à delegacia de Santo Amaro", disse a Polícia Militar, em nota.

Momentos antes do crime, Lucilene havia brigado com o companheiro numa festa em Arembepe, distrito de Camaçari. Além de não ter sido mais visto no local, o acusado teria confessando o crime para a mãe dele.

“Ele disse para ela que tinha matado minha ex-cunhada e meu filho. A mãe dele está em estado de choque. O que ele fez deixou a cidade arrasada. Só se fala nisso. Ele é um monstro. A justiça dos homens pode até falhar, mas a de Deus nunca!”, desabafou o pai de Leonardo, o mototaxista Leonardo de Araújo Santana, 36, na manhã desta quarta-feira (22). O menino é era o filho caçula dele e por isso fora batizado com o nome do pai.

Os corpos de tia e sobrinho foram levados do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR), em Salvador, para serem sepultados na cidade de Santo Amaro, no Recôncavo, onde mora toda a família.

Crime

Segundo parentes, Lucilene morava em Santo Amaro e mudou-se para Camaçari após terminar um relacionamento em que sofria agressões constantes. A vendedora queria uma vida nova em um lugar diferente. Há mais de um ano, ela trabalhava como vendedora numa casa de material de construção em Arempebe e, vez ou outra, visitava os parentes em Santo Amaro. Numa dessas idas e vindas, conheceu o namorado, que posteriormente tornou-se companheiro.

Há pouco mais de uma semana, Lucilene levou o acusado para morar com ela e com o pequeno Leonardo – o menino, que antes era criado pela avó materna, ficou aos cuidados da tia com a morte da idosa. “Ela gostava tanto dele que chegou a arrumar um emprego para ele no local onde trabalhava”, contou o mototaxista Leonardo, pai do menino.

Na noite de domingo (19), Lucilene, o sobrinho e o acusado estavam em uma festa de aniversário perto da casa dela. Na comemoração, o acusado teve uma crise de ciúme e começou a discutir com Lucilene. Ele saiu do local, e quando voltou, levou as vítimas para a casa, onde os corpos foram encontrados na manhã desta terça-feira. Vizinhos relataram aos parentes que ouviram uma discussão logo após todos chegarem ao imóvel. 

Ocultação


Na segunda-feira (20), os vizinhos começaram a estranhar a ausência da movimentação de pessoas na casa, pois a televisão estava ligada o tempo todo e a sandália do menino permanecia na mesma posição na entrada da casa. Na manhã do dia seguinte, um outro fator se somou à desconfiança: Lucilene nem o namorado tinham aparecido no trabalho. Então, a Polícia Militar foi acionada, assim como os parentes das vítimas, entre eles o pai do menino.

“Os policiais precisam que alguém da família entrasse com eles e eu fui. Foi a pior cena que vi em minha vida. Tudo revirado e sangue por toda a porte. De cara, dei com os corpos de minha ex-cunhada e do meu filho. Ela tinha vários cortes por todo o corpo. O meu filho tinha uma perfuração na região da saboneteira (clavícula)”, contou Leonardo.

Segundo o pai do menino, o acusado pretendia ocultar os corpos. Tinham vários sacos plásticos espelhados perto dos corpos, arrumados lado a lado. Ele disse que ouviu os policiais comentarem que Lucilene teve a cabeça quase decepada e havia um corte profundo em uma das pernas, como quem quisesse separar o membro.  “Eles só não souberam explicar direito o porquê que ele desistiu”, disse Leonardo.

O acusado usou panos de chão, toalhas, lençóis, cobertas e outros tecidos para tampar todas as brechas de portas, janelas e outros orifícios da estrutura da casa. “Quando a gente entrou tinha muito sangue, muito mesmo, e o cheiro estava muito forte. A polícia disse que ele queria evitar que o cheiro do sangue e dos corpos chegassem aos vizinhos”, contou o pai do menino.

Educado

Ainda na terça, a Polícia Militar de Arempebe foi informada que a outra casa de Lucilene, em Santo Amaro, que ela havia deixado por conta do relacionamento abusivo, fora arrombada pelo acusado. “Ele foi visto no imóvel retirando muita coisa de valor, mas ninguém fez nada porque até então ele era o companheiro dela e a cidade ainda não tinha tomado conhecimento da barbaridade”, relatou Leonardo.

Ele disse que o companheiro de Lucilene trabalhava na roça e é conhecido na cidade como uma pessoa tranquila e que recentemente estavam juntos. “Uma pessoa calma, um rapaz bem educado. Há 15 dias, comemos uma carne. Não consigo imaginar porque ele fez isso. Ele tem que pagar”, desabafou.

A  PM em Santo Amaro passou quase 24 horas no em busco do suspeito:

“O empenho da tropa que permaneceu no encalço do suspeito por quase 24 horas foi fundamental para a prisão rápida do homicida”, destaca o comandante da 20ª CIPM, major Flávio Góes.

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