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Foi definida a suspensão da hibernação, por um prazo de 120 dias (Foto: Reprodução)
Foi definida a suspensão da hibernação, por um prazo de 120 dias (Foto: Reprodução)

Na tarde desta terça-feira, em Brasília, uma reunião entre deputados das bancadas da Bahia e do Sergipe, com representantes do governo federal, debateu a intenção da Petrobras de fechar a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados em Camaçari, na Bahia; e em Laranjeiras, no estado do Sergipe. Com a presença em massa de deputados baianos e sergipanos, a reunião contou, também, com o presidente da Petrobras, Pedro Parente; o governador de Sergipe, Jackson Barreto; e o vice-governador da Bahia, João Leão. Quem intermediou o encontro foi o líder do governo Temer no Congresso, André Moura, que é de Sergipe. Foi definida a suspensão da hibernação, por um prazo de 120 dias – a serem contados a partir do dia 30 de julho – e a criação de um grupo de trabalho entre o governo federal e os governos da Bahia e do Sergipe.

Deputados de oposição ao governo federal foram a maioria nos microfones. E foi unanimidade a posição contrária à hibernação da Fafen na Bahia e no Sergipe. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, destacou que o governo chegou à conclusão que, analisando a situação das empresas, a melhor saída era a hibernação, para que pudesse ser feito um estudo e que, então, fosse tomada uma decisão final. Sua fala foi prontamente rebatida pela oposição.

O deputado federal Luiz Caetano, vice-líder do Partido dos Trabalhadores, fez um discurso muito forte, contrariando Parente, e afirmando que a Fafen não será fechada. “Primeiro que hibernação é conversa pra fechar, pra privatizar. Se fechar a Fafen, vamos ter que importar fertilizantes de fora: da Rússia, da China, da Ucrânia. Ao invés de fomentar a nossa produção e reduzir o custo, o governo delibera por entregar a nossa produção para empresas estrangeiras. Esse plano estratégico elaborado pela Petrobras está completamente equivocado, pois entrega ao mercado estrangeiro as nossas empresas nacionais”, disse.

Pedro Parente e André Moura revelaram que a proposta do governo é adiar a hibernação, mas não deixar de realizá-la. Mais uma vez, Caetano rebateu: “É inadmissível que o governo não tenha capacidade de resolver o problema de outra forma, que não consiga encontrar uma solução que não seja fechar a Fafen. Nós não iremos aceitar, sob hipótese alguma, o fechamento da Fafen. Essa hibernação só é boa para os russos”, disparou.

Ao final, ficou definido que a hibernação da Fafen seria suspensa por 120 dias, a serem contatos a partir do dia 30 de julho. Um grupo de trabalho formado por governo federal, governo da Bahia e governo do Sergipe irá debater o assunto e tentar evitar a hibernação. A oposição comemorou o resultado.

“Foi uma grande vitória, pois conseguimos impedir a hibernação imediata e ganhamos um prazo de 120 dias, a partir do dia 30 de julho, para debater o assunto. Estamos firmes e não vamos permitir que o governo Temer feche a Fafen”, garantiu Caetano.

O deputado federal Luiz Caetano, vice-líder do Partido dos Trabalhadores, fez um discurso muito forte, contrariando Parente, e afirmando que a Fafen não será fechada (Foto: Divulgação)
O deputado federal Luiz Caetano, vice-líder do Partido dos Trabalhadores, fez um discurso muito forte, contrariando Parente, e afirmando que a Fafen não será fechada (Foto: Divulgação)

 

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