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Em Camaçari ainda existem localidades que não são contempladas com os serviços da ECT (Imagem Ilustrativa)
Em Camaçari ainda existem localidades que não são contempladas com os serviços da ECT (Imagem Ilustrativa)

Parece um absurdo, mas é a pura realidade. Fica até difícil de acreditar que em uma cidade como Camaçari, que tem o maior Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Nordeste e o 2° da Bahia, ainda existam localidades que não são contempladas com os serviços da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Moradores do Ponto Certo, Jardim Limoeiro, Parafuso, Parque Verde, Parque das Mangabas, Santo Antônio, Machadinho, Via Parafuso, Montenegro, Parque das Palmeiras, Parque Real Serra Verde e, os dos condomínios residenciais, Camaçari Life, Camaçari Duo, Atlântico Life e  São Vicente, não conseguem receber as correspondências postadas na ECT em suas residências.

De acordo com o gerente da unidade de Camaçari, João Alves, os carteiros não fazem as entregas das cartas e das encomendas nos locais citados porque as ruas não possuem o Código de Endereçamento Postal (CEP) e, por conta disso, todos os moradores são obrigados a fazer a retirada na própria agência.

Ainda conforme Alves, o mapeamento dos bairros, as identificações de logradouros e residências são de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Camaçari e os camaçarienses não usufruem da totalidade dos serviços oferecidos pelo Correio porque a prefeitura não apresentou  o mapeamento das localidades em questão.

O Artigo 2º, da portaria 567/11 do Ministério das Comunicações, determina que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) somente fica obrigada a fazer a entrega das correspondências nos locais indicados, caso o mesmo esteja oficializado pelo poder público municipal no Sistema de Endereçamento e, possua placa identificadora, ou seja, endereço que tenha CEP.

Como se não bastasse à situação vexatória que os moradores desses bairros passam, eles têm que se dirigir à agência em horário estabelecido para retirar suas cartas e correspondências, condição esta, que não tem agradado nem um pouco a população.

Ainda conforme o gestor, a delimitação de horário foi necessária para organizar o atendimento, pois no setor de entregas tem apenas um funcionário e o mesmo não dá conta sozinho da demanda.
Dona Dalvina Soares, moradora do Parque das Mangabas, que estava na agência para alugar uma caixa postal disse: “É um absurdo! Lá têm casa de móveis, supermercado, várias lojas e o Correio não vai? É um absurdo!”, declarou indignada.

A prefeitura


Segundo a secretária de Desenvolvimento Urbano, Ana Lúcia Costa, todas as ruas da sede já estão mapeadas. “A cidade já está toda mapeada, mas alguns logradouros ainda não tiveram seus nomes aprovados por lei e, por conta disso, ainda não existe placa de identificação”, afirmou a secretária.

Ainda de acordo com ela, apenas algumas ruas da orla ainda não foram identificadas e o Correio não faz as entregas porque não conseguem identificar os números das residências.

Ana Lúcia Costa informou ainda que identificar os logradouros é uma prioridade do novo prefeito, mas para que isso aconteça será necessário realizar uma licitação. Sem previsão exata, a secretária disse que ainda este ano toda cidade estará cadastrada e identificada.

Consideração


Enquanto a prefeitura e o Correio não chegam a um consenso, a população continua obrigada a enfrentar enormes filas para ter acesso às suas correspondências.

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