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Carlos Eduardo

Hospital Aristides Maltez (Foto: CFF/Carlos Eduardo Freitas)
Hospital Aristides Maltez (Foto: CFF/Carlos Eduardo Freitas)

Tem gente que leva a vida a reclamar. E a maioria não deveria. Não é querendo dar uma de conselheiro ou guru da consciência, nem encher o caro leitor de 'filosofia barata'. Mas não há como ficar inerte ante tanta lamentação descabida. "Ai, meu celular vive descarregando, não aguento mais", "ai, ninguém fala comigo no zap zap", "misericórdia, Senhor, êita ônibus que demora", "que calor infernal", "que chuva chata"... Experimente passar um tempo, em qualquer dia da semana, a partir das 6h da manhã, nos corredores do Hospital Aristides Maltez, que terás um choque de realidade e perceberás que suas queixas são meros mimimis perto de quem tem problema de verdade.

Há exato um ano, esse jornalista mambembe que vos escreve acompanha a mãe numa árdua batalha contra um câncer no intestino. Quase que semanalmente se revezando com os irmãos nas idas ao Aristides, devido ao tratamento, exames, consultas e outras questões relacionadas à luta pela cura dela. Desde então, certas reclamações, angústias e lamúrias  de estimação foram deixadas para trás.

O lugar é um centro de referência no tratamento do câncer aqui na Bahia, com excelentes médicos, e com atendimento pela rede pública de saúde. Daí a demanda. Vem gente de todas as partes da Bahia, lugares que nem imaginava existir. De Tracupá à Senhor do Bonfim, de Itamari à Cícero Dantas... Milhares de homens e mulheres, idosos, jovens e crianças,  em busca de atendimento, de tratamento. Com as mais variadas versões da doença.

Vai e vem de ambulâncias no estacionamento da unidade gerida pela Liga Baiana Contra o Câncer, corredores lotados de diversificados rostos, que revelam quão miscigenado é nosso povo. Negros e brancos, gente culta e analfabetos, torcedores do Bahia e do Vitória, eleitores da direita e da esquerda. Todos juntos e misturados naquela procissão de esperança ou desesperança, na busca pela cura de suas enfermidades.

São em momentos como estes que percebemos o quanto somos tolos em alimentar contendas, preconceitos ou egoísmos. Todos estamos sujeitos a passar por tal drama.

Infelizmente, só notamos tamanha dimensão do viver, e valorizamos mais o que temos do que o que queríamos ter, muitas vezes por mero capricho, quando nos encontramos com choques de realidade como este relatado.

É muito fácil ser feliz quando tudo vai bem. Difícil é se reerguer em meio a quedas, a problemas de proporções inimagináveis.

A mãe desse jornalista tem melhorado,  tem subido dia a dia os degraus da vitória. A fé é oração, a alegria, a vontade de viver e o carinho, presença e atenção dos familiares e amigos têm sido tão essenciais e positivos ao tratamento, quanto as sessões de quimioterapia. E isso não é uma aspiração empírica, são palavras do próprio proctologista que a acompanha, o médico Emerson Prisco. Por sinal, um jovem e excelente profissional, deveras importante para a auto estima da paciente durante todo esse tempo.

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Carlos Eduardo Freitas, jornalista do CFF
Carlos Eduardo Freitas, jornalista do CFF

 

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