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Diretora administrativa do Hospital Ouro Negro e um técnico de enfermagem da unidade foram exonerados pela Prefeitura de Candeias (Foto: Bruno Wendel | Arquivo CORREIO)
Diretora administrativa do Hospital Ouro Negro e um técnico de enfermagem da unidade foram exonerados pela Prefeitura de Candeias (Foto: Bruno Wendel | Arquivo CORREIO)

Corpo foi preparado para funeral em via pública, ao lado de contêiner de lixo

A diretora administrativa do Hospital Ouro Negro e um técnico de enfermagem da unidade foram exonerados pela Prefeitura de Candeias depois do caso do bebê Nauan Henrique, que teve o corpo preparado para o funeral ao lado de um contêiner de lixo.

"Nós tomamos isso como uma surpresa muito grande, estamos indignados, não existe justificativa para o que eles fizeram. Iremos punir todas as pessoas envolvidas, inclusive já fizemos algumas exonerações", afirmou o prefeito Dr. Pitágoras.

Outros envolvidos ainda podem ser afastados. "Estamos abrindo uma sindicância, já foram duas exonerações ontem, e estamos tentando apurar todas as pessoas envolvidas e que agiram com negligência", continua.

Vídeo circulou em redes sociais

“É uma situação revoltante. Ela entregou o corpo na minha mão”, disse Luis Henrique, 26 anos, pai do bebê Nauan Henrique. “Trataram como se fosse um cachorro”, interrompeu a mãe, ainda enlutada e revoltada com a situação vivida. Nauan não chegou a ter sequer um dia de vida. Ele nasceu morto, no Hospital Municipal Ouro Negro, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, na madrugada da terça-feira (9), e foi o protagonista de um vídeo que circulou nas redes sociais.

As imagens mostram o pai e o avô do bebê no lado de fora do hospital, com um agente da funerária Pafir, preparando o corpo que foi sepultado logo depois, às 15h desta terça (9), no Cemitério Municipal de Candeias. O episódio aconteceu perto de container de lixo e foi filmado pelo vereador da cidade, Arnaldo Araújo (MDB), conhecido como Arnaldo do Ponto Econômico.

“Eu estava na câmara de vereadores, no meu gabinete, quando recebi uma denúncia da situação desagradável que estava acontecendo. O hospital fica em frente à câmara de vereadores. O corpo estava no fundo do hospital, que não teve nem o cuidado de fechar o portão que dava acesso ao local”, disse Arnaldo. 

No vídeo gravado, os familiares afirmaram que a situação ocorreu após uma enfermeira do hospital negar o pedido da família, da preparação do corpo ser feita em algum espaço da unidade. “No local onde normalmente acontece, eles disseram que tinham dois corpos de coronavírus e, se entrássemos, iríamos ser contaminados”, afirmou o pai da criança.

Em nota, a prefeitura de Candeias repudiou o episódio. “A secretária de Saúde Soraia Cabral, tão logo tomou conhecimento do fato, abriu uma sindicância para apurar o ocorrido e identificar todos os envolvidos”, diz trecho do documento. Os funcionários envolvidos foram afastados até que seja identificado o responsável, para aplicação de medidas cabíveis, que podem resultar até em demissão. 

A prefeitura também notificou a empresa responsável pelo serviço funerário, a Pafir, para se pronunciar sobre a conduta do funcionário. “A gente já afastou o colaborador, até que tudo seja esclarecido. Nunca passamos por essa situação nos 20 anos de existência da empresa”, disse Roberto Fagundes, gerente geral da Pafir. 

A funerária atua em Candeias há três anos, mas só recentemente foi feita uma parceria com o município para a preparação dos corpos de famílias de baixa renda. A empresa também atua em outras cidades baianas, como Irecê e Camaçari.

Vídeo

'Trataram como se fosse um cachorro', disse a mãe, ainda enlutada e revoltada com a situação vivida (Foto: Reprodução)
'Trataram como se fosse um cachorro', disse a mãe, ainda enlutada e revoltada com a situação vivida (Foto: Reprodução)

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