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Celebração aconteceu na Catedral Basílica (Foto: Reprodução | Ag. A Tarde)
Celebração aconteceu na Catedral Basílica (Foto: Reprodução | Ag. A Tarde)

Uma missa de 30 dias da morte dos quatro motoristas de aplicativo, cujos corpos foram encontrados no bairro Jardim Santo Inácio, foi celebrada na noite desta segunda-feira, 13, na Catedral Basílica, no Terreiro de Jesus. A celebração, que foi presidida pelo arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, contou com a presença de familiares das vítimas, amigos e profissionais da categoria.

A celebração prestou homenagens às vítimas, Alison Silva Damasceno dos Santos, 27 anos, Daniel Santos da Silva, 31 anos, Genivaldo da Silva Félix, 48 anos, e Sávio da Silva, 23 anos.

"Muita coisa aconteceu nesse mês. Vim assistir a essa missa em memória deles. Eram homens inocentes, que não fizeram mal a ninguém", ressaltou Antônio Lázaro Damasceno dos Santos, pai de Alison, um dos motoristas assassinados. Durante a missa, um membro de cada família foi convidado a acender uma vela, no altar da igreja, em homenagem às vítimas da chacina.

Para o pai de Alisson, a esperança é de que alguma ação seja tomada, para que novos casos não ocorram. "Se pudesse evitar, não perderia meu filho. Mas, agora, eu só posso pedir que não aconteça com mais ninguém. Eu não desejo isso nem para o meu pior inimigo. É cruel", contou.

O caso


As vítimas foram encontradas na localidade conhecida como Paz e Vida, no Jardim Santo Inácio, no dia 13 de dezembro. Na ocasião, os policiais acharam os corpos dentro de sacos. Entre os suspeitos pelo crime, dois foram mortos, no mesmo dia do crime, em confronto com policiais militares. Outros dois foram encontrados dias após a chacina, e um quinto suspeito foi preso no final do mês passado.

Para dom Murilo, além de rezar pelas famílias, a missa foi uma chance de trabalhar uma cultura de paz. "É inimaginável que essa violência ocorra. Que pessoas se proponham à tirar a vida do outro. A vida é um dom de Deus. É absurdo", enfatizou o arcebispo.

Prevenção


Como forma de combater a violência contra a classe, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), representantes das empresas de aplicativos de transporte e o Sindicato dos Motoristas por Aplicativos e Condutores de Cooperativas do Estado da Bahia (Simactter-BA) se reuniram, na semana passada, em busca de soluções.

Entre as reivindicações da categoria, estão a implantação do botão do pânico, a instalação de câmeras nos veículos, sistema de algoritmos - para identificar palavras-chave de possíveis crimes -, reconhecimento facial ou biométrico e o fim da taxa de cancelamento por parte do motorista.

"Obrigar o trabalhador a aceitar uma viagem, é colocar a vida dele em risco. Essas medidas já poderiam estar em prática e evitariam essas situações", contou Átila do Congo, presidente do Simactter. Segundo ele, as empresas tem até o dia 29 para se posicionar frente às reivindicações da categoria.

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