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Manguezal do Rio Pojuca, na região de Itacimirim, em Camaçari (Foto: Defesa Civil | Divulgação)
Manguezal do Rio Pojuca, na região de Itacimirim, em Camaçari (Foto: Defesa Civil | Divulgação)

Caranguejos foram encontrados mortos na região

Considerado o berçário da vida marinha na região, o manguezal do Rio Pojuca, na região de Itacimirim, em Camaçari, foi atingido por pelo menos 800 kg do óleo que tem se espalhado pelo litoral da região Nordeste e chegou às praias baianas na última quinta-feira (10).

A ação de limpeza do local foi feita em conjunto entre voluntários e agentes da Defesa Civil durante o final de semana. O coordenador geral da Defesa Civil de Camaçari, Ivanaldo Soares, contou que alguns ajudantes já estavam na região no sábado (12), mas foi no domingo (13) que ocorreu o mutirão de limpeza, com cerca de 20 voluntários. Diariamente, a Prefeitura de Camaçari monitora as áreas de risco no município.

O engenheiro Arthur Sehbe foi o responsável pela convocação dos grupos de trabalho. Ele relatou que a situação era crítica no rio. “A gente tirou muita coisa. Foram uns três big bags retirados do mangue. Tudo com o apoio da Defesa Civil”, afirmou.

Para acompanhar a disseminação do óleo nas praias da Bahia, Arthur quer estabelecer um grupo de comunicação de Itacaré até Mangue Seco. A ideia é conectar pescadores, surfistas e moradores locais para informar sobre a chegada do óleo. Quem quiser integrar o grupo deve entrar em contato com ele pelo Instagram @arthursehbe.

A preocupação com o avanço do óleo tem um motivo. De acordo com o diretor do Instituto de Biologia da Ufba, Francisco Kelmo, algumas espécies procuram o manguezal para se reproduzir, por isso ele é considerado uma espécie de berçário.

Segundo o coordenador geral da Defesa Civil de Camaçari, alguns caranguejos já morreram devido ao óleo, que chega a tapar os buracos destes animais. Para retirar os resíduos, foram usadas pequenas ferramentas porque o óleo aderiu nas raízes da vegetação do mangue.

“A gente teve que cortar as raízes. Os voluntários também ajudaram muito a retirada”, disse. Um empecilho para a limpeza do local é a maré. Soares afirmou., ainda, que as equipes só conseguem trabalhar com a maré baixa, o que faz com que o trabalho sempre acabe por volta das 13h.

Para Soares, é necessário investir em ações de prevenção para que os resíduos não cheguem até o mangue. “Tem que se estudar a possibilidade de barreiras. Essa questão das barreiras já foi levantada pelo técnicos e dependerá muito da verba do governo federal, de quem é o problema”, ressaltou o coordenador da Defesa Civil de Camaçari.

A diretora geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Márcia Telles, apontou que o órgão vai fazer um protocolo para orientar os municípios sobre como fazer a limpeza dos mangues. “Os mangues são áreas muito mais sensíveis. As pessoas tem que ser orientadas para que elas não causem mais danos pisoteando e tentando arrancar o óleo da vegetação”, explicou.

Durante a assinatura do Decreto Estadual de Emergência, o governador em exercício, João Leão, negou a chegada do óleo no rio. De acordo com ele, apenas pequenas manchas chegaram no local. O Inema também afirmou que a mancha ainda não havia chegado no Rio Pojuca. Nesta quarta-feira (16), o Inema deve concluir uma avaliação dos estuários da Bahia.

Situação de emergência

Com praias de oito municípios da Bahia atingidas pelo óleo, o governador da Bahia em exercício, João Leão, assinou um Decreto Estadual de Emergência, nesta segunda-feira (14). O documento busca liberar recursos para seis das cidades atingidas pelas manchas da substância e permite que sejam contratados serviços sem licitação para atender as regiões.

As cidades beneficiadas são Camaçari, Conde, Entre Rios, Esplanada, Jandaíra e Lauro de Freitas. Mesmo com a incidência do resíduo, Salvador e Mata de São João ficaram de fora do decreto. Para ser incluído no decreto, o município precisa solicitar o auxílio. Cada localidade vai receber recursos de acordo com o tamanho da orla e a quantidade de óleo que chegou nas praias. O decreto tem prazo de 60 dias.

Outros dois documentos também foram assinados na ocasião. O primeiro trata da ajuda da sociedade civil na limpeza das praias, especialmente com a ação da Ordem dos Capelães do Brasil. O outro texto é um pedido de apoio da Petrobras.

Defesa Civil recolheu pelo menos 800 kg de óleo do local (Foto: Defesa Civi | Divulgação)
Defesa Civil recolheu pelo menos 800 kg de óleo do local (Foto: Defesa Civi | Divulgação)

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