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Bahia

Manchas de óleo que atingem mar no Nordeste chegam na Bahia (Foto: João Arthur | Tamar)
Manchas de óleo que atingem mar no Nordeste chegam na Bahia (Foto: João Arthur | Tamar)

A Bahia, até então único estado do Nordeste cujas praias não tinham sido atingidas pelo petróleo que vem devastando a vida marinha e as praias em toda região desde o início do mês de setembro, registrou, neste final de semana, manchas do poluente nas praias dos municípios de Conde e Jandaíra, entre elas Mangue Seco, um dos mais belos cartões-postais do estado.

Até o último levantamento, 124 praias em mais de 50 municípios foram atingidos. Especialistas já consideram o incidente como uma das maiores catástrofes ambientais da região. Apesar de todos os esforços empenhados pelo Ibama, Marinha, Petrobras e Corpo de Bombeiros do Distrito Federal nas pesquisas, tudo que se sabe é que se trata de petróleo cru, ou seja, sem passar por nenhum tipo de processamento.

De acordo com dados da Petrobras, o tipo de petróleo encontrado nas praias nordestinas não é produzido no Brasil, mas a origem, assim como os motivos do derramamento, permanecem um mistério.

Flávio Lima, coordenador-geral do Projeto Cetáceos da Costa Branca, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, considera que, do ponto de vista ambiental, o dano causado por esse vazamento é um dos maiores já registrados no Nordeste. "Na história do Brasil, do ponto de vista da área marinha, não temos nenhum registro de um incidente com tamanha intensidade", declarou, em entrevista à BBC Brasil.

Dentre as 124 praias afetadas em todo o Nordeste desde o início de setembro, 10 estão em processo de limpeza, 70 ainda tem manchas visíveis e 44 já estão livres da substância na areia.

Em entrevista ao G1 na última sexta (27), o diretor da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco, Eduardo Elvino, disse que o órgão está atuando em conjunto com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) para identificar possíveis fontes do vazamento.

O trabalho envolve analisar imagens de satélite que abrangem 187 quilômetros do litoral dos estados de Pernambuco e Paraíba. Segundo Elvino, ainda não é possível apontar quais navios podem ser responsáveis pela tragédia ambiental porque a análise está em estágio inicial.

"Com essa varredura das imagens de satélite a gente identificou os pontos no mapa que podem ser navios, e aí estamos analisando a existência de pontos pigmentados ao lado desses possíveis navios. Esses pontos coloridos podem ser realmente manchas de óleo, mas também podem ser cardumes de peixe ou concentrações de alga, por exemplo. São várias possibilidades", explica Elvino.

*Com informações do G1 e BBC Brasil.

Tonel de petróleo encontrado nas areias da Barra dos Coqueiros, em Sergipe (Foto: Reprodução | Adema)
Tonel de petróleo encontrado nas areias da Barra dos Coqueiros, em Sergipe (Foto: Reprodução | Adema)

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