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A baleia, que morreu cerca de três horas depois de ficar presa às pedras, é a décima a encalhar no litoral baiano em 2019 (Foto: Mauro Akin Nassor | CORREIO)
A baleia, que morreu cerca de três horas depois de ficar presa às pedras, é a décima a encalhar no litoral baiano em 2019 (Foto: Mauro Akin Nassor | CORREIO)

Animal foi visto nadando na região na noite de quinta-feira e foi encontrado encalhado no início da manhã desta sexta (30)

À primeira vista, o tamanho assusta. As 39 toneladas distribuídas nos 14 metros de uma baleia jubarte adulta que encalhou na praia de Coutos, na manhã desta sexta-feira (30), no entanto, atraiu dezenas de curiosos. A baleia, que morreu cerca de três horas depois de ficar presa às pedras, é a décima a encalhar no litoral baiano em 2019.

De acordo com a bióloga Luena Fernandes, do Instituto Baleia Jubarte, um filhote de baleia também apareceu morto nas proximidades - na Praia de Alvejados, em Plataforma -, nesta quinta-feira (29), mas a carcaça ainda não foi localizada. “Essa é uma baleia adulta e encontramos ainda viva, por volta de 7h30. Pensamos em articular um resgate mas, infelizmente, ela acabou falecendo”, relatou a bióloga, ao informar que recebeu o chamado às 5h.

"Estamos realizando uma avaliação externa, coletando amostras biológicas e aguardando a Limpurb chegar para remover a carcaça", informou a bióloga. Ainda assim, Luena disse que as condições corporais do mamífero marinho é boa, que o animal não estava debilitado e que não há marcas visíveis de que tenha sofrido um atropelamento.

Ainda não é possível precisar a causa da morte, mas, na avaliação da bióloga, pode ter sido por conta das dificuldades causadas pelo encalhe . "O encalhe tem uma pressão grande sobre o animal. Pelo peso de 39 toneladas, há muita dificuldade de sobreviver ficando fora da água. Não sabemos exatamente quanto tempo ela ficou fora da água, mas qualquer minuto fora da água já é muita coisa para uma baleia nesse tamanho", explica.

A bióloga informou ainda que a partir dos exames e análises realizados com as coletas de material da baleia será possível  chegar à causa da morte. "Mas é importante deixar claro que o fato de encalharem é algo natural, não há aí um indício de extinção”, afirma.

Ao redor do cadáver da baleia, com marcas de ferimentos em várias partes do corpo, os moradores repercutiam quem tinha avistado primeiro. “Eu vi ontem, era umas 23h. Bicho grandão, tomei foi um susto, e olhe que vi do alto. Mas ontem ela ainda estava bem e nadando”, garante o aposentado Vivaldo Cerqueira, 36, que permanece observando os trabalhos dos biólogos.

A orientação do Instituto Baleia Jubarte é para que as pessoas mantenham distância do animal, estando ele vivo ou morto. "O contato pode trazer riscos à saude, através de contaminação por doenças ou até mesmo a pessoa pode ficar ferida com o animal se debatendo", alerta.

O Instituto Jubarte contabilizou 33 baleias da espécie encalhadas no litoral brasileiro em 2019, o que os pesquisadores consideram como “natural”, já que cerca de 20 mil baleias visitam o litoral brasileiro anualmente. “Se reproduzem no litoral brasileiro em busca de águas quentes e rasas para acasalar, além  de amamentar os filhotes”.

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