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O ato é mais um protesto contra a suspensão do contrato de licitação da empresa que presta serviços à instituição (Foto: Mauro Akin Nassor)
O ato é mais um protesto contra a suspensão do contrato de licitação da empresa que presta serviços à instituição (Foto: Mauro Akin Nassor)

Um dia após decidirem parar por tempo indeterminado, cerca de 60 vigilantes terceirizados da Universidade Federal da Bahia (Ufba) realizaram, na manhã desta quarta-feira (28), uma manifestação em frente ao prédio da Reitoria, no Canela. O ato é mais um protesto contra a suspensão do contrato de licitação da empresa que presta serviços à instituição, marcado para esta quinta-feira (29). A Ufba tem uma dívida de cerca de R$ 15 milhões com a empresa MAP, responsável pelo serviço de segurança dos campi.

Segundo a empresa, o valor é referente a 12 meses de atrasos. Com os problemas do pagamento, a MAP deu entrada no rito processual para suspensão das atividades no dia 16 de agosto. Com a greve dos vigilantes, a rotina na universidade já sofre alterações. Algumas unidades suspenderam as aulas à noite e o restaurante universitário recuou o horário de funcionamento por conta da segurança.

Com a possibilidade de suspensão do contrato por parte da empresa, os funcionários ficarão sem trabalhar por um período de 180 dias, sem o direito aos benefícios como vale-refeição e vale-transporte. De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Vigilantes (Sindvigilantes), Cláudio Santos, mesmo com as atividades paralisadas, a categoria resolveu realizar um protesto em frente à Reitoria para tentar forçar uma negociação da instituição com o governo federal.

"Estamos fazendo uma das atividades propostas pelo sindicato na porta da Reitoria com a distribuição de material informativo, tentando forçar um diálogo, uma conversa, mas a nossa perspectiva para hoje é ocupar as ruas da cidade. Vamos marchar para o Centro, para a porta da prefeitura depois daqui", afirmou.

Ainda segundo o secretário, a categoria irá pedir apoio aos parlamentares municipais para auxiliá-los nas negociações com a Ufba. "Nos entendemos que há uma articulação em determinado momento, vamos pressionar os parlamentares municipais também e estadual para que possam nos ajudar. Nosso presidente Boaventura ainda está em Brasília tentando resolver com os parlamentares baianos e nordestinos para ajudar na resolução disso", disse.

"É uma paralisação com ações contundentes nas ruas, não vamos ficar em casa como propõe a empresa com a suspensão do contrato. Nós propomos, inclusive, o pagamento direto aos funcionários para que possamos manter a funcionalidade da Universidade."

A Ufba foi procurada e ainda não se posicionou sobre se houve algum avanço nas negociações.

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