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Amigos e familiares fazem protesto após morte de cozinheira (Foto: Marina Silva | CORREIO)
Amigos e familiares fazem protesto após morte de cozinheira (Foto: Marina Silva | CORREIO)

Filhos estavam na casa quando crime ocorreu; casal estava separado há 4 meses

Uma cozinheira de 38 anos foi morta na noite deste domingo (16) pelo ex-companheiro depois de colocar um ponto final em uma relação de 16 anos. Jaqueline Conceição da Anunciação foi golpeada pelo pescador Nivaldo do Espírito Santo dos Santos com um espeto de churrasco. O crime aconteceu na casa da mãe da vítima, por volta das 19h, na Rua Nova Esperança, em Itapuã.

Segundo familiares, esse era o novo endereço da vítima que, cansada de sofrer agressões, decidiu se mudar da casa que dividia com o agressor e os três filhos, próximo à sede do Malê de Balê. A cozinheira, que tinha terminado o casamento havia quatro meses, estava decidida a tocar a vida sozinha, com ajuda da mãe.

No dia do crime, Jaqueline havia saído na companhia de familiares para passar o dia na praia do bairro de Itapuã. O seu ex-companheiro, que há dias insistia para reatar o casamento, esteve na casa da sogra por três vezes à procura da ex-esposa.

O pescador, depois de não encontrar a vítima em casa, decidiu esperar por sua chegada, já carregando consigo, escondido na cintura, o espeto de churrasco que utilizaria para atacar a cozinheira.

O agressor também foi à procura da vítima na casa da irmã dela, que fica na rua onde aconteceu o crime. A dona de casa Joseleide Conceição, 34, percebeu que o agressor estava portando uma arma na cintura e tentou avisar à vítima.

"Eu percebi um volume diferente na calça dele. Sabia que podia acontecer alguma coisa. Quando minha irmã chegou da praia, pedi para que ela não retornasse para casa. Mas quando percebi, ela já havia ido", lembra a irmã.

Quando Jaqueline chegou na casa da mãe, na companhia dos três filhos, o agressor estava na porta da residência. Eles tiveram uma discussão antes da vítima entrar em casa para tomar banho. Ao retornar do banheiro, já no quarto da mãe, onde Jaqueline dormia desde a separação, o agressor supreendeu a vítima - no momento em que ela se abaixou para tirar um colchão que estava embaixo da cama.

O pescador, após acertar Jaqueline por quatro vezes, chegou a dar um soco em uma das duas filhas de 15 anos. O filho menor do casal, de 10 anos, após ver a mãe ferida, pegou uma faca na cozinha e correu atrás do pai, que fugiu em direção à Avenida Dorival Caymmi.

"Se eu estivesse lá ele teria me matado, mas eu não deixaria minha filha morrer. O que mais me dói é que pedi, por diversas vezes, que ele parasse de bater nela. Nós nunca imaginávamos que isso um dia pudesse acontecer", desabafa a mãe da vítima, a dona de casa Ana Lúcia Conceição, 57.

A família conta que, mesmo sofrendo agressões, a cozinheira nunca procurou a polícia para formalizar as denúncias. Ele também é acusado de espancar os três filhos.

Procurada, a Polícia Civil informou que equipes da 1ª Delegacia de Homicídio – Atlântico (DH/Atlântico) estão em busca do autor do feminicídio, já identificado como Nivaldo do Espírito Santo dos Santos, o Geleia.

As últimas notícias que a família da vítima teve do suspeito, por meio de ligações anônimas, é que Geleia estaria na região do Bosque das Bromélidas, no bairro Jardim das Margaridas. A informação, conforme uma das irmãs da cozinheira, foi passada para a polícia.

Jaqueline vai ser enterrada na manhã desta terça-feira (18), no Cemitério Municipal de Portão.

Pescador não aceitava fim do casamento, que ocorreu há quatro meses (Foto: Marina Silva)
Pescador não aceitava fim do casamento, que ocorreu há quatro meses (Foto: Marina Silva)

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