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Baianos mantiveram a tradição decelebrar o Doisde Julho em cortejo marcado por protestos e apresentações (Foto: Reprodução)
Baianos mantiveram a tradição decelebrar o Doisde Julho em cortejo marcado por protestos e apresentações (Foto: Reprodução)

Menos movimentada do que em anos anteriores e enfrentando a concorrência do jogo do Brasil na Copa, a comemoração dos 195 anos de independência da Bahia atraiu milhares de pessoas, que acompanharam o cortejo entre a Lapinha e o Pelourinho, em Salvador.

Maria de Fátima, que afirma ter “algo entre 70 e 80 anos”, contou que acompanha os festejos há mais de meio século e tem sentido um esvaziamento dos desfiles. “Antigamente era muito melhor, as casas ficavam mais enfeitadas, tinha mais gente na rua comemorando”, reclama.

Para ela, as manifestações políticas têm afastado a população da festa popular. “Eu mesmo quase não vinha, fiquei com medo de ter confusão com esses políticos”, confessa. Quem concorda com sua opinião é a comerciante Maria Conceição, que vendeu espetinhos de carne. Apesar de não revelar quanto lucrou no dia, Maria garantiu que não vendeu “quase nada”.

Figura soteropolitana conhecida, Bira do Jegue se fantasiou de Charles Chaplin para o desfile, porém se decepcionou com o pouco movimento. “To achando o desfile fraco. Já teve muito melhor antes. Hoje está vazia, as pessoas com pouco interesse, pouca fantasia. Somente pessoas com a camisa da seleção do Brasil”, afirma.

Baianos festejam a Independência da Bahia

O desfile, que é marcado por um movimento cívico e também de protesto, é iniciado na Lapinha e segue até o Campo Grande. Diversos políticos participam do evento, como o governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto.

Importância

A data marca a independência não só da Bahia como de todo o país. Após Dom Pedro II proclamar a independência no dia 7 de setembro de 1822, durante algum tempo ocorreram lutas contra tropas portuguesas em diversos pontos do território brasileiro. As tropas foram expulsas definitivamente em 2 de julho de 1823.

Entidades de diferentes áreas também marcaram presença no cortejo, apresentando suas reivindicações. O presidente da Academia de Ciências da Bahia, Jaílson de Andrade, explica que o objetivo era divulgar o valor da ciência. “A manifestação representa um momento de luta pela ciência e tecnologia, estamos unidos e clamando por mudanças no aporte de verbas, precisamos gerar conhecimentos e manter a qualidade da nossa ciência”, conta.

“Nos últimos cinco anos tivemos uma redução significativa nos recursos e isso não pode ficar assim. Não há mundo sem ciência”, completa Andrade.

Para o presidente da Associação Cultural Grupo Indígena, Emanuel Pitta, atualmente, as pessoas esquecem a importância da data e, por isso, é importante ir às ruas prestigiar e participar dos desfiles. “Estamos aqui para reavivar a importância do Dois de Julho, relembrar os heróis que deram a vida pelo ideal de liberdade”, explica.

Apesar das já tradicionais manifestações políticas e partidárias, o clima era de festa e animação na Lapinha. Com a família reunida, Josenilda Ribeiro aproveitou o dia para ensinar história para o filho. “Todos os anos trago meu filho para acompanhar o desfile do Dois de Julho. É importante ele saber a história da independência da Bahia e de todo o significado que o desfile tem para o povo baiano”, diz.

Com o tema, “Luta pela Paz”, o Dois de Julho contou com muitas modificações este ano, como a mudança da data e local do Te Deum, hino cristão tradicionalmente celebrado na Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Centro Histórico, no dia 1º de Julho. Nessa edição, aconteceu no próprio dia da festa, às 7h30, na Paróquia da Lapinha.

O tradicional concurso das fachadas também voltou este ano, com prêmios de R$ 2 mil, R$ 1 mil e R$ 500, para as três melhores decorações das fachadas situadas no trajeto do cortejo do Dois de Julho, entre a Lapinha e o Terreiro de Jesus.

Protesto contra falta de segurança é realizado durante o desfile (Foto: Luciano da Matta | Ag. A TARDE)
Protesto contra falta de segurança é realizado durante o desfile (Foto: Luciano da Matta | Ag. A TARDE)

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