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Bahia

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) notificou 53 donos de casarões em situação de risco na ladeira da Soledade, no Centro Antigo. Todos foram orientados pela Codesal a evacuar os imóveis até que estabilizações sejam realizadas. A informação foi divulgada pelo órgão nesta terça-feira, 16, 20 dias depois de um casarão desabar sobre um imóvel vizinho e deixar três pessoas mortas e duas feridas.

De acordo com a Codesal, o resultado das vistorias que apontam a necessidade de manutenção predial nos imóveis foram encaminhados para que o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) tome as medidas de segurança com relação às estruturas.

O Colégio Estadual Carneiro Ribeiro, que fica perto do casarão que desabou, continua interditado até que a estabilização de um outro prédio, que também corre risco de cair, seja feita. Mais de mil estudantes da unidade de ensino estão sem aulas há mais de 20 dias.

Na última sexta, 12, a Secretaria de Educação da Bahia (SEC) informou que está realizando o escoramento da parede do imóvel vizinho à escola, enquanto aguarda o aval da Defesa Civil para que as aulas possam ser retomadas. Por outro lado, a Codesal, afirmou que a obra é de responsabilidade do governo do estado. A Secretaria garantiu um calendário especial de reposição de aulas após a liberação da escola.

Tragédia

O casarão caiu sobre uma residência onde estavam cinco pessoas da mesma família, no dia 24 de abril. O idoso José Prospero Deminco, de 73 anos, e os filhos dele, Ana Paula Carreiro Deminco, de 34, e Paulo Ricardo Carneiro Deminco, de 44, foram soterrados pelos escombros do casarão e morreram.

Já a outra filha do idoso, identificada como Simone Deminco, e o filho dela, um adolescente de 13 anos, também estavam na casa, mas sobreviveram.

Apontado pela Polícia Civil como dono do casarão, José Ivo da Costa Santos, de 63 anos, foi indiciado por homicídio culposo e lesão corporal. De acordo com o delegado Luiz Henrique Ferreira, da 2ª Delegacia Territorial (DT/Lapinha), o inquérito que foi encaminhado para a Justiça no dia 9 de maio, indica que o acidente só aconteceu por falta de manutenção, agravado pela chuva.

No dia 26 de abril, dois dias após a tragédia, José Ivo foi até a 2ª DT e, em depoimento, negou que fosse dono do casarão. O suspeito alegou que seria apenas um intermediário, em caso de negociações para uma possível venda do imóvel. Depois de ouvido, o suspeito foi liberado.

O inquérito será analisado pela Justiça, que irá determinar se o José Ivo permanecerá em liberdade, segundo a Polícia Civil.

Trânsito

O tráfego de veículos na ladeira da Soledade foi liberado na noite do último domingo, 14, depois de ser interditado por conta do desabamento do casarão. Segundo a Transalvador, a liberação ocorreu após autorização da Defesa Civil.

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) autorizou a demolição da fachada do casarão, de acordo com informações da prefeitura de Salvador, no sábado, 13. Assim, o trabalho de retirada dos entulhos foi retomado, possibilitando a liberação da pista.

A Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) havia suspendido a retirada dos escombros no local até que o Ipac se posicionasse sobre a estabilização ou demolição das fachadas.

 

 
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