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Bahia

Rebola levou o prêmio de melhor espetáculo adulto (Foto: Betto Jr./CORREIO)
Rebola levou o prêmio de melhor espetáculo adulto (Foto: Betto Jr./CORREIO)

O grande vencedor da noite foi... o teatro baiano. Mesmo com toda a expectativa em torno dos vencedores do 24º Prêmio Braskem de Teatro, o que mais se destacou durante a cerimônia da maior premiação das artes cênicas baianas foi o tributo feito a essa expressão cultural.

Com direção de Marcio Meirelles, a cerimônia objetiva brincou com as categorias do prêmio para contar a história do TCA, através de uma narrativa não-linear e cheia de tecnologia: a revelação foi associada à inauguração do teatro; a categoria infantojuvenil estava ligada às reformas estruturais; o espetáculo adulto fez referência à construção; os interiores do TCA estavam ligados aos espetáculos do interior; as categorias ator, atriz, diretor e texto foram contemplados no conteúdo do teatro.

Curioso é que a cerimônia, que durou pouco mais de uma hora, não tenha colocado atores no palco. Mas havia “muitos atores”, como definiu Marcio Meirelles, ao citar a cantora Manuela Rodrigues, que apresentou os oito vencedores com música: melhor ator (Igor Epifânio), atriz (Simone de Araújo), diretor (Rino de Carvalho), espetáculo adulto (Rebola), infantojuvenil (Avesso), revelação (Alisson de Sá), texto (Daniel Arcades), espetáculo do interior (Pariré), especial (Maurício Pedrosa).

Enquanto Manuela cantava letras de ícones da música brasileira, acompanhada pela Orquestra Castro Alves (OCA), um telão mostrava  imagens antigas, recortes de jornal e áudios que marcaram os 50 anos do TCA. “Tinha muitos atores no palco fazendo isso acontecer. Um batalhão de técnicos lá atrás, a própria Manuela Rodrigues e a orquestra. Pra mim é muito importante que a gente que faz teatro tenha consciência que tem muitos atores no mundo e a gente depende dessa atuação”, disse Marcio, 63.

O gerente de relações institucionais da Braskem na Bahia, Hélio Tourinho, 51, falou sobre a importância da premiação, que envolveu  cerca de 300 pessoas e também contemplou o teatro do interior. “Pra gente é um privilégio estar fazendo este prêmio há 24 anos. Um prêmio que contribui para o desenvolvimento do teatro e da cultura baiana”, disse.

Integrante da comissão julgadora, Hilda Nascimento, 58, destacou que foi muito difícil chegar aos indicados, devido à “excelência” dos espetáculos na disputa. Para o presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro, 55, a festa revelou uma nova e bem-vinda configuração no teatro baiano.

A noite foi encerrada com  apresentação da Band’Ayiê, que anunciou o melhor espetáculo adulto: Rebola. Ao subir no palco, o diretor Thiago Romero, 35, falou sobre a resistência do teatro baiano, do grupo e da temática do espetáculo, sobre o universo LGBT. “Quero agradecer a oxumarê, a toda a minha equipe... Esse prêmio não é só meu, é de cada um que por quatro meses teve a coragem de ocupar esses espaços adormecidos no Centro da cidade. Quero dedicar esse prêmio a todas as bichas, principalmente as bichas pretas!”, disse Thiago, arrancando gritos efusivos da plateia.

CONFIRA OS VENCEDORES DO 24º PRÊMIO BRASKEM DE TEATRO:

ESPETÁCULO ADULTO: Rebola

ESPETÁCULO INFANTOJUVENIL: Avesso

ESPETÁCULO DO INTERIOR: Pariré, da Cia. OperaKata (Vitória da Conquista)

DIREÇÃO: Rino de Carvalho, por Mágico Mar

ATOR: Igor Epifânio, por Egotrip

ATRIZ: Simone de Araujo, por Mágico Mar

TEXTO: Daniel Arcades, por Rebola

REVELAÇÃO: Alisson de Sá, pela direção de Malva Rosa

CATEGORIA ESPECIAL: Maurício Pedrosa, pelo desenho de cenário do espetáculo Mágico Mar

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