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Bahia

Moradores de Barra do Choça, no sudoeste da Bahia, estão preocupados com ataques de escorpiões após uma criança de seis anos morrer e outra ficar em estado grave após serem picadas no município. Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), somente em 2016, 71 pessoas foram picadas por escorpiões na cidade.

No estado, foram nove mil acidentes com escorpiões, segundo dados do Centro de Informações Antiveneno da Bahia (Ciave).

O caso mais recente ocorreu na última quarta-feira (11), quando uma criança de 12 anos foi atacada enquanto dormia na casa onde mora, no bairro Ouro Verde.

A vítima foi encaminhada para um hospital da cidade, mas já teve alta e passa bem. A situação, no entanto, é considerada mais crítica na zona rural do município, onde os moradores afirmam que os escorpiões aparecem com muita frequência.

No assentamento Pátria Livre, onde moram 32 famílias, uma menina de 9 anos morreu em novembro do ano passado após ter sido atacada.

O pai da vítima, Irineu Trindade, conta que a criança brincava nos fundos de casa quando foi picada. "Acho que [o escorpião] caiu do telhado no braço dela e ela foi picada. E quando minha mãe percebeu ela já estava chorando", disse.

Outro menino de apenas 4 anos, que também mora na localidade, ficou em estado grave após ser picada, mas sobreviveu. A tia, Valdinólia Santos, conta que ele foi parar na UTI, onde ficou internado por mais de uma semana e teve uma série de complicações.

"Atingiu os dois pulmões dele, o coração e o cérebro. O coração dele ficou funcionando através de aparelhos e, graças a Deus, hoje ele está em casa, bem recuperado", afirmou. "Diariamente, a gente encontra nas casas. Eu acho que todos os moradores daqui acham com frequência", destacou a estudante Carla de Jesus, que também reside na região.

O coordenador da Vigilância Epidemiológica do município disse que algumas ações estão sendo programadas pela prefeitura para tentar reduzir o número de acidentes com escorpiões na região. "Já temos uma programação para que possamos ir nesses assentamentos para fazer um diagnóstico e ver quais ações tomar na localidade", afirmou Nilson Soares.

 

 

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