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Bahia

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Por dez anos, as taxas de homicídios em Salvador não pararam de crescer, segundo o Mapa da Violência 2012, divulgado ontem pelo Instituto Sangari, entidade vinculada ao Ministério da Justiça.Em 2010, porém, os números referentes à capital baiana, segundo o documento, apresentam queda. Com índice de 55,5 mortes por cada 100 mil habitantes no ano passado, Salvador reduziu a taxa de homicídios em 17% em relação a 2009 - 67 óbitos/100 mil.

Em números absolutos, segundo o Mapa da Violência, que leva em conta dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS), foram 399 mortes violentas a menos em 2010.

Além disso, a média atual também é menor quando comparada a 2008, ano em que a taxa registrada foi de 60,1 mortes por cada 100 mil habitantes. Entre as capitais, Salvador registra a sétima maior taxa de homicídios, ficando atrás de Maceió, João Pessoa, Vitória, Recife, São Luís e Curitiba. No entanto, no início da última década, a capital baiana representava a  25ª taxa (12,9 óbitos/100 mil).

Segundo o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, os índices serão reduzidos ainda mais este ano. “Depois de dez anos de acréscimos, este ano vamos reduzir a taxa de homicídios tanto em Salvador como em todo o estado. Estamos cientes do crescimento dos índices, mas com certeza esses números vão cair ainda mais”, garante.

Estados
A Bahia ocupa a sétima posição no ranking  com os mais altos índices de óbitos para cada 100 mil habitantes. Em 2000, o estado ocupava a 23ª posição. Alagoas, Espírito Santo, Pará, Pernambuco, Amapá e Paraíba estão na frente (veja quadro ao lado). A menor taxa registrada ano passado foi em Santa Catarina (12,9).

De acordo com o estudo, nas última três décadas, a Bahia experimentou grandes oscilações na evolução das taxas de homicídios. Em alguns casos, as quedas na capital (1997-1999) indicaram possíveis problemas com os dados do estado.

O instituto estabeleceu quatro períodos para a Bahia: 1980/1981 - as taxas permanecem quase constantes; 1991/1997 - íngreme incremento; 1997/1999 - intensidade de quedas e exclusiva atuação na Região Metropolitana abrem dúvidas sobre a qualidade da informação; 1999/2010 - período de forte crescimento das taxas do estado tanto na capital quanto no interior.

Segundo o secretário, o corpo técnico da SSP vai analisar a 5ª  Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado no mês passado, antes de fazer qualquer pronunciamento sobre o estudo. “Precisamos entender a metodologia aplicada para confecção do estudo”.

Trabalho
Ele destaca que, no primeiro semestre deste ano, houve queda de 16% dos homicídios na Bahia em relação ao mesmo período anterior. “O trabalho de combate ao crime no estado vem sendo realizado de forma diuturna e segue um planejamento estabelecido”, diz.

Maurício Barbosa cita a criação do programa Pacto Pela Vida (PPV), que tem ênfase na diminuição de crimes contra a vida. “O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e as Bases Comunitárias de Segurança reforçam o combate.  Não vamos esperar que os índices abaixem por livre e espontânea vontade”, acrescenta o titular da SSP.

“A Segurança Pública precisa ser entendida como um sistema, articulando as ações policiais com a Justiça, o Sistema Prisional, e toda uma rede de proteção social. Não é só ação de polícia, mas também de saúde, educação e qualificação profissional”, conclui o secretário.

Cidades mais violentas
O levantamento do Instituto Sangari analisou as taxas de homicídios entre 200 cidades com mais de 10 mil habitantes. Com base nesse critério, sobrou para Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, o título de município com maior índice de mortes violentas (146,4/100 mil habitantes) em todo o país.

Entre as dez cidades que registraram as maiores taxas, a Bahia é representada por outros dois  municípios, além de Simões Filho: Porto Seguro, Extremo Sul, e Itabuna, Sul do estado.

No domingo passado, o taxista Pedro Augusto de Araújo dos Santos, 23 anos, foi morto com cinco tiros pelo soldado PM Leandro Almeida, após sair de uma festa de pagode, no bairro CIA I, considerado um dos mais violentos de Simões Filho.

Segundo o delegado Antonio Fernando Soares, titular da 22ª Delegacia, apesar da cidade ser  a mais violenta, os  índices de homicídios têm sido reduzidos. “Quando assumimos, em março deste ano, fizemos levantamento de todas as áreas de atuação do crime e estamos desencadeando operações. Os índices estão diminuindo”.

Em Porto Seguro, uma onda de ataques a ônibus orquestrada por traficantes assustou a região no mês passado. O policiamento foi reforçado e a cidade vai ganhar uma Base Comunitária de Segurança.

 

 

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