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Antonio Franco Nogueira

(Imagem Ilustrativa)
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Ouvir falar em morte não é coisa que agrade a ninguém. Ainda mais quando a referencia é à própria pessoa: quando o sujeito sabe que trata-se da sua própria morte e não da do vizinho. E foi exatamente isto que eu entendi que aconteceria comigo depois de alguns sonhos e visões que passei a ter depois que me convenci que a vida sem Deus, de modo essencial dentro de mim, não faria o menor sentido uma vez que insistindo como estava aquilo certamente me levaria a uma vida limitada de existência – à morte do corpo e da alma, que um dia fatalmente acontecerá com tantos. E me converti ao Evangelho do Filho de Deus.

Mas ao passar a fazer umas contas conclui que não faria o menor sentido aquilo: eu me render a Ele, botando o pé no caminho que Ele mesmo me apontou, e segui-lo, para em seguida ser tirado da vida. Dessa vida. Mas antes disso cri tanto que seria assim, que até confidenciei com uma pessoa próxima. Mas a morte do corpo em que eu acreditara, conforme até ali eu entendi cada sonho ou visão, era, na verdade, uma mortificação. Era sofrer um pouco – sim, um pouco, que do mesmo tanto, ainda mais tendo todo o poder nas mãos, não há outro que suporte nem aceite fazer por um semelhante, por um parente que fosse ou, menos ainda, por uma pessoa comum. Ainda que envolvesse não um, mas muitos parentes ou pessoas comuns. Na verdade, mesmo que por um sem-número deles.

Confuso na compreensão dos sonhos, achando que estaria morrendo logo, eis que Deus, que a tudo vê - conforme o profeta Jeremias escreveu: “Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o Senhor”. Jeremias 23; 24 -, manda uma irmã me trazer a 2 A Coríntios 4, de 4 a 18, quando, não sem antes me ver deveras ainda equivocado com o significado dos sonhos que vinha tendo, enfim concluir que, ao invés disso, esta vida ainda me verá por um bom tempo; e que na verdade eu apenas deixaria de prevalecer, mas que Cristo prevaleceria, a partir dali, em mim, tanto no corpo quanto na alma. E um misto de alívio com prazer divino me invadiu. E tem invadido a cada dia; e assim espero que aconteça por toda a eternidade.

Mas o que o apostolo Paulo escreve no capítulo 4 de sua segunda carta aos Coríntios, que tanto tem confundido a alguns crentes, mas que se compreendido e vivido levará a todos à glória mui excelente de que ele fala ao final do texto e que o próprio Jesus nos promete em toda as Escrituras disposto na Bíblia, a partir do seu sacrifício naquela cruz?

Na abertura do capitulo, no versículo 1, o escritor versa sobre o que todo crente no Senhor Jesus deve jamais esquecer, que é que uma vez tratando o evangelho em conformidade com a misericórdia que a nós, viventes do evangelho e preservadores da sã doutrina, nenhum destes jamais desfaleceremos; e no versículo 2, ele, o apostolo, faz uma advertência bem cabida a muitos, desde lá até cá, antes a que todos, de preferência todos, se rendam a Cristo, e depois vira-se para um monte de sem-noção do perigo, que inobservando, para ser bem brando, os mandamentos do nosso Criador e Salvador, manipula a seu bel prazer, tanto a Palavra quanto as ovelhas que ‘arrebanham’; mas que cabe, como não, também a nós, “simples” ovelhas: Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. Seguindo ele, no verso seguinte, no 3, deixando claro que a luz da Verdade só estará apagada para aqueles que continuarem a rejeitar o convite de Cristo. E isto não lhe seria justo eu deixar de dar-lhe ciência.

Mas do verso 4 em diante, ainda que são Paulo, no 4, continue chamando atenção daqueles que se permitem cegar pelo que ele chama de “deus deste século”, se referindo ao espírito contrario a que, quem sabe você também se salve da morte eterna, e antes disso tenha garantias na Graça que vem de Jesus, o filho de Deus, desde que você o confesse como seu Salvador, passando então a viver na Luz, no verso 5 o apostolo se volta ao trabalho que faz onde se enquadra, assim como cabe enquadrar todo aquele que serve a Deus, em espírito e em verdade, não como a um que prega sobre si próprio, mas a Cristo, e como serviçal daqueles a quem leva-se a Palavra da salvação – como a você, meu caro ou minha cara, crente ou ainda não, que lê este texto, tendo cada um destes a serem alcançados, como a um de suma importância para o nosso Criador. E pensar que neste mundo o que não falta é quem não reconheça tamanho cuidado preferindo desprezar tamanho amor. Que prefere inclusive desfazer da Sua existência. Ofendendo, sobretudo, Sua santidade.

Isto, continua ele, o apostolo, no verso 6, por que Deus os tirou – e ali ele se refere a todos os discípulos, e aí se aplica desde lá até cá, das trevas e os trouxe para a luz da vida por Jesus Cristo pelo Seu sacrifício, por vontade do próprio Deus, para que a luz vencesse as trevas. Aliás, trevas nas quais eu, que vos escrevo, também me encontrava. Mas o apostolo, no verso 7, não deixa de se reconhecer como a um nada diante da magnitude de Deus, verdadeiro Dono da honra e da gloria, quando se classifica como a um vaso de barro que, porem, tem em seu – e meu, aleluia – interior um tesouro, que é a luz e a graça de Cristo Jesus. Vaso que, aliás, simboliza bem o que devemos ser perante o Criador: um vaso de barro, que, sofrendo qualquer rachadura, o Oleiro quebra e o faz de novo, bastando que seja da Sua vontade. E ponto.

Mas, conforme nos propomos a ser imitadores de Cristo, no verso 8 Paulo não deixa de nos alertar para que estejamos firmes frente às mazelas a serem vividas; ainda que nos advenha atribulações e perplexidades; quando diante das tais não nos devemos deixar angustiar nem desanimar. Mesmo com as perseguições, conforme escreve no verso 9, por que jamais estaremos desamparados, ainda que sejamos abatidos, mortos mesmo, já que destruídos jamais o seremos, posto que a vida sem fim nos é garantida por Quem detém o poder sobre o morrer e o viver, a saber, o Criador dos céus, da terra, do ar, e do mar, assim como de tudo o que neles há.

E nos versos 10 e 11 o mais interessante: o ser cada vez mais parecidos com o Mestre, desde no padecer as perseguições – e aqui você pode incluir a gozação dos seus amigos por confessar sua fé n’Ele; e por andar com uma bíblia por onde quer que vá - ao resplandecer da esperança - que n’Ele resplandecia em garantia, da vida em abundancia que é assegurada a todos os seus imitadores; àqueles que se mortifiquem n’Ele, quer vá quer venha, quer deitado, quer de pé; quer comendo quer bebendo; quer sorrindo, quer chorando. Sabendo todos nós, os crentes n’Ele, conforme no verso 11, que estamos sempre sujeitos à morte; morte que aqui a mais nada se refere que a apenas nos sujeitarmos à vontade d'Ele e não à nossa; a não querer fazer prevalecer a nossa vontade, conforme o peculiar da natureza humana, sempre que nos depararmos com as adversidades, com as coisas contrarias ao bem da alma, como por exemplo, com uma situação onde deve haver, por nossa parte, a dispensação de perdão para com quem muito mal andou nos fazendo. Isto, lhe lembrando, é a morte a que deve o crente se entregar a cada dia, a que o texto se refere. Quando damos exemplo de verdadeiros seguidores d’Aquele que tanto perdão dispensou; até àqueles que d’Ele tanto escarneceram enquanto o matavam.

Comportamento, aliás, que deveria nos trazer, ao crente, à morte diária, sempre quietos e humildes, de preferência em todo e qualquer instante; à morte das nossas vontades próprias – ou pelo menos deveria nos trazer, para garantia de que aos que ainda não crêem, estes alcancem a vida – a eterna, ao se renderem à nossa pregação e exemplo, conforme o disposto no verso 12. Trazendo a todos, conforme diz o verso 13, o mesmo espírito de fé, com base no testemunho que, assim como devemos dar mesmo sem tê-lo avistado, deram os apóstolos que o viram como homem, pelo que creram no que saiu da boca do próprio Jesus Cristo, sobre a promessa do Pai celestial. Que nada mais quer dizer, que temos d’Ele a garantia de ressurreição e de vida eterna, além dum encontro garantido com aqueles mesmos apóstolos, entre outras almas, segundo promete Paulo aos irmãos de Coríntios. Conforme vê-se no verso 14.

Repetindo o apostolo, no verso 15, que todo o sacrifício carnal, no que compreende o sofrimento e a anulação das vontades próprias, depois de por nossa própria salvação, por nada mais é que por amor ao próximo; ao semelhante também de pensamento, de temor, e de vontade não só de se salvar, mas de também salvar a outros, para gloria de Deus.

E Paulo, no verso 16, não deixa de lembrar que é por isso, pela graça multiplicada entre os que querem a Deus em suas vidas - e por isso ele fala no texto a frase “por meio de muitos”, temos nos mantido, ou pelo menos deveríamos nos manter, como eles se mantiveram, sem desfalecer; incentivando-nos com o fato de sobre que, ainda que envelheçamos; que nosso corpo vá perecendo, nossa alma, no entanto, recebe um renovo – aleluia - a cada dia.

Já nos versos 17 e 18, e aqui peço licença ao Senhor para de propósito inverter a ordem dos versículos, abordando antes sobre o disposto no verso 18, o apostolo nos provoca a que exerçamos nossa fé, não mirando na direção do que pode ver nossos olhos, mas que nos debrucemos por aquilo que não vemos e apenas cremos; que as coisas de alcance hoje das nossas vistas desaparecerão, mas as que estão fora do nosso alcance visual jamais terão fim.

E, no verso 17 do capitulo 4 da sua segunda carta aos nossos irmãos de Coríntios, o agora fiel soldado de Cristo, Paulo de Tarso, ate certo ponto chamado por Saulo, antes poderoso agente do governo romano, e perseguidor implacável do povo de Deus - Deus que, lhe mostrando sua Gloria quando fez a este ver quem de fato tinha – e tem o Poder – lhe arregimentando então para Sua tropa briosa de soldados do Seu Filho, conforme em Atos 9, nos brinda com uma prazerosa metáfora quando, concluindo como leve e momentânea as mazelas que teremos sofrido e a sofrer, chama de peso o que na verdade é um gozo eterno, a que nomina como glória mui excelente. O que nos reporta a que a eternidade que espera a todo àquele que busca se manter aprovado perante o Criador e Salvador, não define nem ‘por baixo’ o quão excelentes coisas há a espera dos que serão recebido como Seus herdeiros...

...Privilégio, no entanto, como bem determina todo o capitulo, apenas para os vivos para Cristo, e mortos para o mundo.

Sugestão de leitura:

Atos 9: Paulo se rendendo à Força de Deus.

II Aos Coríntios 4: Trecho da orientação de Paulo aos irmãos de Corinto.

Antonio Franco Nogueira – a serviço do Reino eterno.

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Antonio Franco Nogueira – a serviço do Reino eterno.
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