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Antonio Franco Nogueira

O abraço não tem a envergadura do cosmos no campo da importância, mas é uma ferramenta, entre tantas outras que há, de extrema importância na construção da harmonia entre os seres pensantes. Pois, entre outras coisas mais, o gesto leva o sujeito a compreender que a emoção que se sente no seu momento, definitivamente não é órfã de origem
O abraço não tem a envergadura do cosmos no campo da importância, mas é uma ferramenta, entre tantas outras que há, de extrema importância na construção da harmonia entre os seres pensantes. Pois, entre outras coisas mais, o gesto leva o sujeito a compreender que a emoção que se sente no seu momento, definitivamente não é órfã de origem

A que a imagem lhe reporta? Talvez a um casal de marido e mulher, ou um pai, ou mãe, e filho/a, ou um casal de irmãos, ou de tio/a e sobrinho/a, ou de parentes qualquer, ou dois velhos amigos. Ou, quem sabe, apenas dois "estranhos"...

A todo momento muita coisa acontece a confirmar que nós, a humanidade, e toda forma de vida, definitivamente, não somos obra do acaso. E tão bom quanto é saber disso, temos a determinação D’aquele que nos criou, de que deve-se viver em extrema harmonia no ambiente que foi criado para existirmos. Mas a insistência de alguns em afirmar que não há um criador celestial, e que - ao que parece, até sente prazer em infernizar a vida do seu semelhante ao em vez de harmonizar-se com ele, também é fato com o qual nos deparamos por onde quer que se vá.

O crítico de arte, cético e combatente da verdade de que temos um Deus, Único, de peito inflado com sua pose bostética e do alto da sua indolência cerebral, se presta a, e se posta diante dum quadro indecifrável, pintado por um João ninguém, ou até por um chimpanzé, como já se viu em determinado produto cinematográfico, e diz está vendo na mancha de tinta à sua frente algo blá, blá, blá, que o transporta a blá, blá, blá. Mas ignora, ou melhor, prefere ignorar a existência do maior dos artistas mesmo tendo à sua volta a sua Obra, sendo ele também parte dela, com o manancial natural que inclusive é o que inspira, tanto aos João ninguém, quanto ao mais talentoso dos artistas. E pior, ou melhor, posto ali para lhe servir enquanto vive.

Mas graças ao Deus que renegam não são maioria esses tipos, posto que, não sem considerar que a humanidade é boa – e justo por isto, sempre que abraço alguém, tanto de relação antiga quanto que acabo de conhecer, sinto algo muito bom, e percebo, em muitos – porem, lamentavelmente, não em todos, além da carência por abraços, a vontade de se sair por aí fazendo o mesmo e, quiçá, até lamentando lá com seus botões, por não ter adotado o costume desde outros tempos.

É mesmo muito bom, ao reencontrar, se despedir, ou ser apresentado a um novo amigo, substituir o aperto de mão por um longo e apertado abraço. O gesto não só marca, mas, sobretudo, transforma. E o mundo precisa disto.

Todavia, o que seria um singelo abraço diante do que o ambienta? Muito. Posso afirmar. O abraço não tem a envergadura do cosmos no campo da importância, mas é uma ferramenta, entre tantas outras que há, fundamental para a construção da harmonia entre os seres pensantes. Pois, entre outras coisas mais, o gesto leva o sujeito a compreender que a emoção que se sente naquele momento, definitivamente não é órfã de origem. Nem ele é produto dum acaso.

Verbalizar o que se pensa representa muito. Senão o sujeito não se fará entender. Mas há muito mais com o que se expressar de forma tão ou bem mais eficaz que dizendo um milhão de palavras. E o abraço, sincero, é uma delas. E, quiçá, uma das mais expressivas que há.

Me recordo dum momento em que, há uns 20 anos, ao pedir um socorro, um tratamento, para uma irmã que fora acometida duma doença mental – estado em que se encontra até hoje, na cidade de Feira de Santana, ao me despedir do moço, um desconhecido, que tentou nos ajudar incorporando como sua a nossa aflição, já de pé na porta do carro para retornar, dei-lhe, como forma de agradecimento e sem falar uma única palavra, um forte, longo, e caloroso abraço, e ao nos afastarmos chorávamos os dois – e ele não havia percebido que eu estava chorando. Foi emocionante ver sua reação ao ser puxado para meu peito e sentir o calor fraterno e a energia da alma daquele sujeito – especial.

Como dito acima, o que é lastimável, não sinto o mesmo calor ao abraçar alguns poucos. Quando encontro resistência tanto em homens quanto em mulheres. Mas com a infinita maioria se dá bem diferente: eles se entregam e me entregam a mesma energia que procuro passar e sentir em cada um.

Entretanto, voltando aos que reconhecem como magnífico a obra dum mortal ignorante, ou mesmo dum animal, mas ignoram a expressão silenciosa – porem gritante do Criador Celeste, como Arte incontestável, preferindo inclusive a desarmonia a o contrario entre seus iguais, gostaria muito de ver cada rosto ao avaliar a questão seguinte.

Como a que, quando noutro dia, aqui pensando nas formas de que Deus - mas não àquele das obras do acaso, mas o Criador dos céus, da terra, do ar, do mar, e de tudo o que neles há, fala às suas criaturas, e diz, sem expressar uma palavra sequer - até por que não há aqui um só digno de ouví-lo, e buscando mais uma além do manancial de que sei, eis que me deparo com a imagem de duas cenouras, reportando ao que parece ser duas pessoas se abraçando.

E não resisti à provocação...

Antonio Franco Nogueira

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Antonio Franco Nogueira, diretor do Camaçari Fatos e Fotos
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