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Antonio Franco Nogueira

... Mas ao olhar para o lado, em algum momento, vi minha linda esposa, pra lá e pra cá na casa, exibindo nas costas o meu nome tatuado: 'Franco'!
... Mas ao olhar para o lado, em algum momento, vi minha linda esposa, pra lá e pra cá na casa, exibindo nas costas o meu nome tatuado: 'Franco'!

(Crônica originária do ano de 2008. Mas que, com o motivo que me levou a escrevê-la na ocasião, ressuscitado - ainda que por personagem diferente mas que de práticas alcoólicas exatamente iguais ao da época - o reconduzo à cena nesta data)

Hoje amanheci chateado: sentindo uma amargura muito grande no meu ser. E, analisando o porquê de certas atitudes de alguns dos seres humanos contra seu semelhante, inclusive sendo este um ex-colaborador, decidi: vou escrever sobre algo. Mas, sobre o quê? E fiquei mais angustiado ainda com a dúvida. Então fiz uma relação de temas:

A injustiça;
O covarde;
A calúnia;
A ingratidão;
A inveja;
O estúpido;
A ética;
O bêbado;
A felicidade.

Mas, como são muitos os temas, resolvi que não vou escrever sobre todos. Por exemplo, da Injustiça acho que não vou falar. Até porque as pessoas não gostam de injustiça. O sujeito injusto é desagradável, causa repulsa nos cidadãos. Principalmente, se estes tiverem conhecimento da conduta do injustiçado. Então, para a injustiça a Justiça!

Sobre o Canalha, também, analisando melhor, acho que não foi um tema bem escolhido. As pessoas não assimilam bem o sujeito que usa de baixeza para atingir alguém: elas repudiam atitudes assim. E como não gosto de escrever sobre coisas desagradáveis a quem me lê, não vou discorrer também sobre esse assunto.

O que dizer então sobre o Covarde? Que horror! Como pude selecionar tão desprezível assunto! Estou envergonhado. Você vai me perdoar, mas não vou ocupar meu tempo escrevendo sobre uma pessoa que não assume suas intenções e atitudes, que não diz diretamente o que pensa, que faz insinuações maldosas, peçonhentas, sobre quem mesmo sabedor da inocência do sujeito, busca o atingir. Terminantemente não falarei sobre uma pessoa sem força moral, fraca, sem personalidade, ou senso de justiça, como são os covardes. Não, não vou fazer isso comigo, muito menos com você.

Também não escreverei sobre a Calúnia apesar de ter selecionado o tópico - e de ter sido 'ela' que me trouxe aqui, a desabafar com você. Caramba, o que houve comigo? Você não merece isso. Quanta coisa abominável, quem lá quer saber de calúnia... Logo a calúnia, que desperta dois outros sentimentos tão ruins nas pessoas, a tristeza e a ira?! Logo a calúnia, que imputa falsamente responsabilidades ao alheio, com o único objetivo de destruir a reputação de quem incomoda o caluniador? Não, disso também não falo.

E a Ingratidão? Acho que sobre isso dá para falar. Ou não? Melhor não. Vai que alguém ajudou outro alguém, que em algum dia lhe foi ingrato e tenha, em “retribuição” ao favor, lhe dado uma ‘cusparada’ na cara e que isso tenha lhe causado muito sofrimento, leia isso e venha a sofrer de novo...?! Não. Não lhe faria bem. Melhor deixar esse tema pra lá também.

Também não quero escrever sobre a Inveja. Esse sentimento é demasiado mesquinho: faz lembrar o sujeito que sofre, que sente desgosto pela prosperidade e alegria alheia. E esse não seria um bom tema para que eu empate a sua leitura, caro leitor, cara leitora, o ‘apreciando’.

Já sobre o Estúpido vou escrever um pouco. Até porque, o mal é dele, para com ele no final das contas. Mas, pensando direito, não vou fazer isso. Escrever sobre alguém que faz as coisas desprezando a mínima lógica, ou melhor, menosprezando a inteligência da massa, em alguns casos, que tem uma fonte de atitudes demoníacas, abastecida pela ganância incessante que tem em si, e que também despreza o sentido das coisas em favor dos seus interesses, de certo também não seria justo para com você.

O desespero, apesar de muitos jamais terem parado para pensar, é um mal terrível. Há quem diga que é pior que a morte. Pois a morte, como se sabe, foi vencida por Jesus quando ressuscitou Lázaro, e quando ele próprio ressuscitou. Então, não vou falar sobre algo que provoca a cólera nas pessoas, que as leva a fazer concorrência desleal e que as leva a atitudes insanas, sem medir consequências. Vou pular essa parte.

Já sobre a ética eu versarei. Está aí, esse é um tema agradável, sobre o qual deita a minha alma com suavidez, com prazer. Assunto qual dividirei com você minha conclusão a respeito. Pois, falar de ética, é falar sobre a ciência da moral. Falar de ética é discorrer quanto a certeza que se tem sobre a diferença entre o bem e o mal; falar de ética é como se saber do bem, é como se saber sociável, admirado, querido. Falando em ética, me foge à compreensão de como um sujeito é capaz de desprezá-la, sem mensurar o tamanho da sua perda!

Mas como pôde ver, optei por não falar de coisas ruins à você, apesar de ter discorrido sobre tais coisas em algumas linhas. Mas, garanto que, como diz uma amiga quando está ansiosa por fazer uma coisa, estou me 'coçando' todo para escrever laudas sobre estes assuntos. Só pensando - apesar de achar muito pouco provável que haja – na possibilidade de existir algum indivíduo mal o bastante, que carregue nas costas todos esses adjetivos, só para fazê-lo se sentir – se é que existe algum estalo de consciência no seu íntimo – como as pessoas que sofrem com suas atitudes.

Mas deixa isso pra lá. Pois, além do que disse sobre ética, quero finalizar falando, com vontade mesmo, é de felicidade.

Ah... isso sim que é coisa boa...! Beijar na boca, amar e ser amado de verdade, acordar de manhã com uma pessoa linda, principalmente de alma, ao seu lado. Abraçá-la, arrumar-se, apanhar um carro – de preferência próprio, para não ter preocupação com o tempo – e ir passear... contemplar as coisas belas da vida: os amigos, a natureza, as possibilidades... - Como eu pude estar tão triste pela manhã, se tenho tudo isso...? Quão bobo por instantes eu fui...

Mas como às vezes a gente nem percebe o quão rico é, sofre com coisas pequenas. Como, por exemplo, a dúvida sobre o quê escrever!

Mas ao olhar para o lado, em algum momento, vi minha linda esposa, pra lá e pra cá na casa, exibindo nas costas o meu nome tatuado: "Franco!", como que repetindo a todo o momento: “EU TE AMO! SOU SUA”! Então, decidi ali que escreveria sobre qualquer coisa. Importava era escrever. Sinto-me bem fazendo isto. Só queria mesmo era escrever sobre a felicidade que estou vivendo. E aí está! - Se você tem isso que tenho no que se refere a alguém que te ame: Viva!

Ah, já ia me esquecendo de escrever sobre o último tema: o bêbado! - Veja você, lá vem eu de novo com minha bobagem... quem lá vai querer saber dum tema desses? Que crédito tem os bêbados?!?!

 
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