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Antonio Franco Nogueira

(...)Parece uma perturbação do kão (Imagem Ilustrativa)
(...)Parece uma perturbação do kão (Imagem Ilustrativa)

Tô virado no sessenta. Parece uma perturbação do kão. Faz dias que quero escrever algo novo longe do institucional diário, mas, além do tempo, a droga da inspiração não me vem. Só me ocorre sobre coisas revoltantes. Pensei em escrever sobre o vandalismo, a selvageria, que tem oportunizado ações de bárbaros que até então se escondiam tanto atrás duma carteira de escola quanto duma desfaçatez social qualquer, mas desisti. Posto que já se disse muito desse famigerado protesto – parte dele, que compromete o resto, o ordeiro - sem pé nem cabeça promovido por tudo menos por seres humanos pensantes e civilizados.

Procurei um ordenamentozinho sequer, uma comissãozinha de nada – e olha que o governo tem chamado - que fosse solicitando uma reunião com os poderes para entregar suas (outras, por que o aumento do transporte público já se há resolvido) reivindicações, prazos, qualquer coisa que justificasse meu emprego de tempo, mas, não achando, resolvi não me empatar falando que essa merda, essa insanidade, que além do prejuizo ao patrimônio público e o privado, já ceifou vidas, pode ser tudo menos protesto. - Não atoa já há dito que o velho não se sustenta mais, e o 'novo' ainda não surgiu.

Volto a forçar, a espremer a mente, virar, mexer, e nada. Só vem porcaria. A dessa vez foi a lembrança que, apesar de um excelente site de literatura, há no Recanto das Letras, assim como na vida,  um punhado de bosta, que pensa que quando morrer vai cheirar ao invés de feder, e dana a agredir à escritores que achem indignos de serem "visitados, comentados, ou respondidos" pelos tais, como bem escreveu a minha mais nova irmãzinha das palavras, a Madalena de Jesus, em seu recanto, em carta Aos Recantistas, e aí não dá. Eu lá vou empatar seu tempo para ler sobre uns tipos desses? Não. Claro que não.

Eu até ia lembrá-los que quando se morre não se vai andando pro cemitério. Vai levado por seis. E de preferência com uma fila de mais seiscentos para o revezamento. Vai que é um pesado/a? – Ia também lembrá-los que tendo andado de jegue ou de Ferrari, tendo sido importante, autoridade, celebridade, de menor ou maior idade, o último contato que se tem na terra antes de se partir dessa para melhor (pra uns), é com um coveiro. Que, pelo que se sabe, não é rico, nem anda nas altas rodas. Mas me repreendi e apaguei a idéia da cachola. Você não merece mesmo isto.

Voltando à estaca zero segui fuçando, remexendo a mente, e nada de nada.  Resolvo então sacudir a cabeça pra ver se pegava no tranco, aí foi que desgraçou. E não podia ter sido pior: eis que me vem à lembrança um sujeito que, decadente – na verdade o energúmeno entrou em decadência há muito e muito tempo – botou a mente desequilibrada pra funcionar e, com a aquiescência, conivência, e conveniência da mídia da sua laia, viu na idéia de denegrir a imagem das mulheres que, marital, ou sexualmente, se envolveram com ele no passado quando ainda conseguia enganar da doente capacidade da sua mente maléfica, a possibilidade de sair do ostracismo profissional, social, econômico e pessoal, e nessa pisada está indo.

Aí pensei: misericórdia: hoje definitivamente não tô para escrever coisíssima nenhuma. Até pensei que era bem merecido dar um cacete nesse sacana, que se diz ator de "filmes adultos" (acho que até os do meio o devem rejeitar), ou ex-ator, ou seja o diabo que o carregue. Afinal, com que direito, e moral, ele vai à “imprensa” enxovalhar essas mulheres, pessoas com suas vidas consolidadas há tempos, com seus filhos, maridos, com suas famílias estabelecidas; que, diferente dele, têm nos prestado serviços com suas aptidões/qualificações/atividades profissionais, as expondo dessa maneira?! Será, disfarçado em busca por socorro financeiro, uma ação de caso pensado por inveja, despeito ou incapacidade de suportar que essas mulheres que, também diferente dele, se encontraram na vida?

Então, sabendo ainda que o sacripanta, nas suas muitas declarações tem mostrado desprezar não só o respeito e o direito de estas senhoras viverem suas vidas em paz, mas também desdenhado da sociedade como um todo, e da justiça brasileira, desisti de escrever.

Sai de retro...

Antonio Franco Nogueira

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